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Correio da Manhã

Política

“Exagero” do PAN é ponto de viragem

Centrais a carvão, olival intensivo e turismo abrem brechas.
Diana Ramos 12 de Setembro de 2019 às 08:44
António Costa
António Costa
Primeiro-ministro, António Costa
Primeiro-ministro, António Costa
António Costa
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Primeiro-ministro, António Costa
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Primeiro-ministro, António Costa
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O líder do PS acredita que a divergência com o PAN "começa no ponto do exagero". António Costa tentou evidenciar a proximidade entre os dois partidos, abrindo portas a um futuro apoio, mas André Silva deixou claras as áreas de maior cisão: as centrais a carvão, o olival e o turismo.

Num frente a frente na SIC, o porta-voz do PAN exigiu ao líder socialista o compromisso de que encerrará as centrais a carvão do Pego e de Sines até 2023. Costa não excluiu totalmente esse cenário para Sines, mas colocou a fasquia mais alta, entre 2025 e 2030. "O que posso assegurar é que anteciparemos tanto quanto possível", disse Costa, lembrando que "que não nos podemos comprometer a encerrar uma central sem uma alternativa segura".

Costa rejeitou também a ideia do PAN de impor quotas no turismo. Mas foi a produção intensiva de olival o tema que mais agitou o debate, com o líder socialista a acusar André Silva de fazer "um drama". "Não nos podemos comportar como um país que se dê ao luxo de não aproveitar os seus recursos." Na resposta, o porta-voz do PAN foi duro: "O PS não está a aproveitar os recursos, está a colocar em causa a sustentabilidade dos recursos naturais."

O líder socialista tentou sempre um discurso de aproximação, lembrando que os dois partidos convergem "em muitas matérias". "Temos convergências em matéria de ferrovia, de transportes e de bem-estar animal", começou por dizer Costa, arrancando uma gargalhada a André Silva. E foi nesse momento que Costa – que evitou sempre a afronta – marcou a linha vermelha: "A nossa divergência começa no ponto do exagero." André Silva, por seu lado, insistiu que os socialistas colocam o desenvolvimento económico à frente dos recursos, lembrando que o PS "é pouco ambicioso".

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