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Correio da Manhã

Política
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EXÉRCITO FICA NOS MÍNIMOS

O Exército ficou reduzido a contratar apenas 12 mil praças voluntários e contratados, contrariando aquilo que o ramo desejava ser a situação ideal, 16 mil homens.
16 de Dezembro de 2003 às 00:00
A informação surgiu na sequência da intervenção de ontem do ministro da Defesa, durante a entrega dos estandartes aos batalhões que vão para a Bósnia e Timor, quando em 2004 terminar o serviço militar obrigatório.
Segundo a Lusa, citando o governante, “Paulo Portas, que falava em Coimbra, afirmou que o Exército tem trabalhado num modelo de organização que aponta para 12 mil efectivos, número suficiente para as missões que lhe estão destinadas”.
Mas o Correio da Manhã sabe que o chefe do ramo, o general Valença Pinto, tinha encarado os 12 mil praças apenas como alternativa, como plataforma mínima, porque o ideal seria garantir mais quatro mil homens, segundo a directiva interna que produziu no mês passado.
No entanto, Valença Pinto tinha pedido também ao Estado-Maior do Exército que fosse estudando a hipótese de o Governo não deixar subir acima da fasquia dos 12 mil e acabou por ser a pior hipótese a prevalecer.
O Estado-Maior admite os números avançados pelo CM, mas salienta que a “missão vai continuar ser cumprida”, se bem que dentro das limitações, de acordo com o número-limite de homens a contratar.
Resta saber se o Exército ficará agora com condições para manter três brigadas, como Valença Pinto apontava na directiva, tendo em conta que o efectivo regular de cada grande unidade terá de ser em média de três mil homens. Mas a verdade é que Paulo Portas também salientou: “Não precisaremos de tantas unidades mas condições humanas e modernas (...)”.
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