Ex-líder parlamentar bloquista prometeu uma batalha contra "a rampa em que a política portuguesa se transformou", considerando que "o futuro não tem que ser um susto".
O ex-líder parlamentar bloquista Fabian Figueiredo prometeu este sábado um combate à "rampa em que a política portuguesa se transformou", considerando que o partido vai "levantar a cabeça", reconhecendo o que fez mal, e "elevar a política em Portugal".
"Na Casa Branca temos um governo 'trumpista' de extrema-direita. Em São Bento temos um Governo rampista. O Luís [Montenegro] trabalha há 600 dias para normalizar a política de extrema-direita em Portugal. Ataca a segurança da casa, do salário, da escola e do hospital", criticou o bloquista que deverá substituir no parlamento Mariana Mortágua no final do ano.
Fabian Figueiredo prometeu uma batalha contra "a rampa em que a política portuguesa se transformou", considerando que "o futuro não tem que ser um susto".
"Nesta convenção reconhecemos o que temos que fazer melhor, o que fizemos mal, mas vamos levantar a cabeça. Sairemos desta convenção para elevar a política em Portugal, para construir a unidade na greve geral, para garantir que em Portugal se debate o que importa, o salário, a casa, a escola, para que a esquerda ganhe a rua, a voz, a consciência e os corações das portuguesas e dos portugueses", disse.
Outro antigo líder parlamentar que usou da palavra durante a tarde na reunião magna do BE foi Pedro Filipe Soares, que defendeu que a mobilização contra a legislação laboral proposta pelo Governo "mudou o debate político".
"André Ventura bem pode tentar fazer cartazes, falar de burcas, até andar nu pelo Chiado que agora já não tira da centralidade do debate a greve geral", disse, considerando que isso prova que, quando se fala de "temas que chegam à maioria social", o BE consegue "ter um apoio social".
Segundo bloquista, no período da troika, "o país saiu à rua porque o Bloco se mexeu", considerando que "este partido que alguns dizem moribundo fez a diferença na vida das pessoas".
"Àqueles que teimosamente nos querem dar como moribundos e mortos, vimos cá dizer agora que já lhes descobrimos as manhas, agora que sabemos quais são os patrões até da comunicação social que anda com a extrema-direita nas palminhas, nós não os vamos largar e cá estaremos para dar mais espaço à esquerda no país, porque esta esquerda também depende do Bloco de Esquerda", prometeu.
José Soeiro, ex-deputado e dirigente, defendeu que o BE deve aproveitar a greve geral agendada para o próximo dia 11 de dezembro como impulso.
"O grande desafio é o da continuidade, é não só aproveitar o instante propício da greve, mas de sermos capazes de uma intervenção que supere o toca e foge, que se inscreve no tempo para lá do 'zapping' militante ou das brechas mediáticas", apelou.
Para que tal aconteça, Soeiro alertou que é preciso "superar os vícios de funcionamento" que o BE "tem mantido" e "corrigir erros".
Dirigindo-se a Pureza, que deverá assumir o cargo de coordenador no domingo, Soeiro elogiou a sua "inteligência sensível e ecuménica".
"A gente ajuda, havemos de ser mais eu bem sei", rematou.
Antes, o bloquista João Curvêlo, candidato à direção, também reconheceu erros e avisou que "uma esquerda fechada sobre si própria é pouco mais do que um grupo de autoajuda".
O ex-deputado Moisés Ferreira partilhou uma pergunta na qual tem pensado: "porque raio é que Ana Paula Martins ainda é ministra da saúde?".
O bloquista deu prontamente a resposta à sua pergunta, considerando que a ministra "está a fazer o trabalho para o qual foi contratada" porque "Luís Montenegro e o lobby da saúde querem Ana Paula Martins para destruir o SNS".
A segunda razão para se manter no cargo é porque "a extrema-direita permite com as suas pantominices", segundo Moisés Ferreira.
Já o dirigente Adriano Campos criticou a "política de rolo compressor" do Governo PSD/CDS-PP "que se apoia em duas muletas" que são Chega e a IL.
"Esta casa da direita unida tem um repousa pés: chama-se PS", atirou, considerando que esta convenção do BE é sobre "como reorganizar para vencer".
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