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Correio da Manhã

Política
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“Factos apontam para promiscuidade grave”

António Filipe, Deputado do PCP, fala sobre pedido de audição do secretário-geral dos Serviços de Informação
7 de Agosto de 2011 às 00:30
“Factos apontam para promiscuidade grave”
“Factos apontam para promiscuidade grave” FOTO: DR

Correio da Manhã – Por que razão o PCP quer ouvir o secretário-geral dos Serviços de Informação da República, Júlio Pereira?

António Filipe – Vem na sequência da audição de Marques Júnior e tem em conta a informação que considera que houve irregularidades envolvendo o SIED. Importa que haja consequências e saber o que foi feito para apurar responsabilidades e prevenir situações idênticas.

– Júlio Pereira deveria demitir-se?

– Não colocamos essa questão. Temos as maiores reservas quanto ao cargo, já que defendemos que não se deve caminhar para a fusão dos serviços.

– Para o PCP, qual a gravidade deste caso?

– Está em causa a promiscuidade entre serviço público e empresas privadas. Deve ser estudado um mecanismo legal para impedir situações destas, mas os factos apontam para uma promiscuidade grave que pode configurar situações ilícitas. É grave também porque põe em causa a credibilidade dos serviços e o modelo de fiscalização.

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