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Correio da Manhã

Política
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FADISTA BATE JOÃO DE DEUS PINHEIRO

Nuno da Câmara Pereira é o vigésimo candidato da ‘Força Portugal’, mas ontem, no Alentejo, ganhou em popularidade ao número um da lista PSD/CDS, Deus Pinheiro, que se queixou do desvio de atenção para o fadista.
1 de Junho de 2004 às 00:00
No mesmo dia, o cabeça de lista da coligação deixou a garantia de que a troca de insultos com o PS iria acabar, sendo que João Almeida, líder da Juventude Popular, reconheceu que se excedeu e Ana Manso, deputada do PSD, afirmou não ter intenção de ofender Sousa Franco. “Foi o entusiasmo”, terá dito a deputada a Deus Pinheiro, que mesmo assim ontem deixou um recado: “É bom que não se abram feridas difíceis de sarar”, sublinhou.
No entanto, estes acontecimentos não afectaram a boa disposição de Deus Pinheiro, que reconheceu que fazer campanha com Nuno da Câmara Pereira “é simultaneamente uma experiência fantástica e angustiante”. “Os beijinhos das senhoras vão todos para ele e os homens só querem falar de fado em vez de política”, afirmou.
O certo é que o fadista estava mesmo em casa. Em Estremoz e Évora, Nuno da Câmara Pereira fez as delícias das vendedoras e dos populares. Apesar de ser candidato em lugar não elegível, Nuno da Câmara Pereira afirmou-se preparado para ir para a Europa. “Se eu lá estivesse, a minha prioridade seria defender os interesses da zona que represento – Évora e Beja – e lutar contra a desertificação, o desemprego e o atraso profundo que o Alentejo tem”, afirmou o candidato e fadista.
Num almoço com autarcas em Évora, Deus Pinheiro afirmou que o emprego é a prioridade da lista ‘Força Portugal’. À tarde, maravilhado com a barragem do Alqueva, referiu que o projecto é uma grande oportunidade para Portugal, não só a nível de emprego, mas também a nível do turismo.
Deus Pinheiro referiu ainda que Portugal podia apostar “na plantação de plantas com amido para produzir etanol”, um combustível menos poluente. O candidato considerou fundamental que empresas e instituições de ensino superior apostem na formação e cooperação entre si.
O MELHOR E O PIOR
MELHOR: Optimista, Deus Pinheiro acredita que existirão fundos comunitários para o Alqueva e para o Aeroporto de Beja.
PIOR: Confrontrado com cenários de crise, Deus Pinheiro atribuiu culpas a Guterres e Sousa Franco.
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