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Correio da Manhã

Política
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FALSA FARMÁCIA ENVOLVIDA

A fraude nos serviços de saúde do Exército envolve a utilização de uma farmácia ‘fantasma’, que serviria para forjar receitas. O receituário seria impresso numa tipografia e introduzido no circuito de cobrança. Existe ainda uma outra farmácia, esta identificada, que terá participado na rede que envolve os serviços do ADME .
1 de Agosto de 2004 às 00:00
Fraude na Saúde dos militares
Fraude na Saúde dos militares
A investigação inciou-se em 2003 e já motivou dezenas de buscas a casas e instalações militares, entre elas a habitação de um Major General, a farmácias e consultórios, em especial, clínicas dentárias dentro e fora de Lisboa.
Em Junho de 2003 foram detidas três pessoas, um sargento, uma funcionária do ADME e um responsável por clínica dentária. A intervenção da Polícia Judiciária foi pedida pelas autoridades, após a Polícia Judiciária Militar ter enviado os factos para o Ministério Público.
O ‘modus operandi’ da fraude era desenvolvido através de “um engenhoso processo que implicava a existência de tratamentos clínicos fictícios, falsificação de cartões de beneficiários, facturas e requisições.
MONTANTE POR APURAR
O montante da fraude nos serviços de Saúde do Exército está ainda por apurar. Está a decorrer uma perícia informática a todo o receituário apreendido, que deverá chegar a um valor muito em breve. O Ministério da Defesa confirmou a existência da investigação aos serviços de saúde do Exército que teve origem em denúncias de alegadas fraudes que chegaram à Polícia Judiciária Militar.
No entanto, a investigação terá tido origem na Polícia Judiciária, que conduziu o processo desde há um ano e meio. A auditoria anunciada não chegou ainda ao conhecimento das autoridades policiai.
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