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Correio da Manhã

Política
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Feiras sem apoios

O líder do CDS-PP acusou ontem o Governo de estar a vingar-se dos agricultores com o cancelamento dos apoios financeiros aos principais certames agrícolas do País, como a Feira Nacional da Agricultura, em Santarém, e a Ovibeja. A esta feira, que na edição de 2005 recebeu 75 mil euros de apoio, não foi este ano atribuído pelo Estado qualquer cêntimo.
4 de Maio de 2006 às 00:00
“Este é o caminho mais errado e reclamamos a intervenção do primeiro-ministro, porque não é aceitável que o ministro da Agricultura retalie sobre os agricultores e retire o apoio às feiras do sector, indispensáveis para a manutenção do brio da agricultura”, frisou Ribeiro e Castro durante a visita à Ovibeja, em vésperas do congresso do partido agendado para o próximo fim-de-semana.
Castro e Brito, da organização desta feira, que decorre até 7 de Maio em Beja, diz, por sua vez, não compreender a metodologia do Governo.
“Tem 50 milhões de euros para dar às seguradoras para fundos de calamidade que não funcionam e não tem verbas para ajudar na exposição de gado, nos colóquios e outras actividades importantes para os agricultores”, referiu, acrescentando que, em anos anteriores, foram disponibilizados “75 mil euros de apoio, que correspondem a cinco por cento do orçamento do certame”.
O Ministério da Agricultura diz que numa reunião entre o ministro Jaime Silva e Castro e Brito, realizada no dia 13 de Março, não foi solicitado apoio para a Ovibeja e que da parte da organização da Feira Nacional de Agricultura não chegou ainda qualquer pedido de apoio financeiro.
O líder do CDS, que preferiu não comentar o próximo acto eleitoral do partido, ameaçou ainda o Governo com um aumento do “tom das críticas” caso não mude de política em relação à agricultura. “O primeiro-ministro está pouco atento ao que se passa no sector, pois todos os anos desperdiçamos recursos e devolvemos dinheiro a Bruxelas”.
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