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Correio da Manhã

Política
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Fernando Nobre regressa à AMI

O deputado Fernando Nobre já não se senta no Hemiciclo. Eleito por Lisboa, lista que encabeçou a pedido do líder do PSD, o fundador da AMI renunciou ao cargo na sexta-feira, 1 de Julho. A saída do Parlamento já era esperada no final da discussão do programa de Governo, debate a que faltou. Na altura terá alegado motivos de doença.
5 de Julho de 2011 às 00:30
Fernando Nobre esteve em duas sessões plenárias
Fernando Nobre esteve em duas sessões plenárias FOTO: Vasco Neves

Na missiva de renúncia, Nobre escreve que será mais útil no terreno, "ajudando os portugueses mais afectados pela crise e desprotegidos a combater a miséria, a exclusão social e a injustiça, promovendo a dignidade e a esperança entre os mais pobres". Ou seja, regressa à AMI.

O CM tentou contactar Nobre, mas sem êxito. O médico está ausente do País. Terá sido convidado para integrar a lista ao Conselho de Estado, segundo a RTP, mas fonte do PSD negou essa possibilidade.

Nobre só assistiu a duas sessões plenárias para eleger o presidente do Parlamento. O seu nome foi proposto para o cargo, conforme o compromisso assumido por Passos Coelho, mas falhou a eleição a duas voltas.

Num percurso polémico até chegar a deputado, Nobre chegou a garantir que se falhasse a eleição para presidente do Parlamento renunciaria ao mandato. Corrigiu estas declarações, mas a 1 de Julho cumpriu a promessa de renúncia. Alguns deputados do PSD confidenciaram que Nobre poderia ter o mesmo efeito na bancada laranja que teve Manuel Alegre entre os socialistas, na discussão de temas mais polémicos.

MÉDICO SUCEDE A MÉDICO

Em Maio de 2008 ganhou as eleições para a concelhia do PSD/Cascais. Ricardo Baptista Leite tinha, na altura, 27 anos. Médico, com 30 anos, poderá sentar--se esta semana nas bancadas do Parlamento . O seu nome é o vigésimo da lista de deputados.

Os sociais-democratas elegeram 18, mas com a renúncia de Fernando Nobre e a ida de Paula Teixeira da Cruz para ministra da Justiça, os lugares têm de ser preenchidos. Tal como Nobre, Ricardo Leite formou-se em Medicina. Ontem, tanto o PCP como o Bloco de Esquerda atacaram a renúncia de Nobre. José Lello, do PS, não poupou Nobre e Mário Soares confessou surpresa pela renúncia. Já Guilherme Silva, vice-presidente do Parlamento, realça a sua actividade cívica, respeita a opção de Nobre e rejeita a "crítica fácil".

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