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Correio da Manhã

Política
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Fernando Ruas pede intervenção de Cavaco Silva

O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) pediu esta quarta-feira ao Presidente da República para corrigir os cortes do Orçamento do Estado para as autarquias, que não premeiam o bom comportamento financeiro das câmaras.
2 de Novembro de 2011 às 16:28
Fernando Ruas reuniu-se com Cavavo Silva
Fernando Ruas reuniu-se com Cavavo Silva FOTO: Mário Cruz/Lusa
No final de uma audiência com Cavaco Silva, Fernando Ruas disse que a situação das autarquias está a tornar-se "insustentável" pelo que pediu ao Presidente para corrigir a proposta de lei do Orçamento de Estado, que é "bastante negativo para os municípios e para os cidadãos".  

Segundo Fernando Ruas, o Chefe de Estado "conseguiu ver facilmente as dificuldades que os municípios têm", garantiu Ruas, enumerando a diminuição de verbas e mais pedidos de ajuda para pagamentos de "medicamentos, óculos e rendas".   

Após uma audiência com o Chefe de Estado, o presidente da ANMP, Fernando Ruas, lamentou a redução em 1,6 mil milhões de euros nos investimentos e o corte para metade do limite do endividamento nas autarquias que "não têm feito outra coisa senão emagrecer".  

"Não temos feito outra coisa de ano para ano do que o emagrecer as autarquias. Os resultados de fontes insuspeitas mostram que nós temos passado a nossa actividade com superávite", afirmou aos jornalistas, depois de uma reunião com Aníbal Cavaco Silva, no Palácio de Belém, em Belém.  

Fernando Ruas concluiu, assim, que à "custa das autarquias, há outra gente que tem gasto à tripa forra".

O responsável da ANMP adiantou que os investimentos dos municípios se resumem agora à "execução do QREN" (Quadro de Referência Estratégico Nacional), ou seja no âmbito das verbas disponibilizadas da União Europeia.  

Segundo Fernando Ruas, os municípios não existem apenas para pagar aos funcionários, mas com "estes cortes sucessivos, há autarquias que pouco mais podem fazer do que pagar" aos trabalhadores.  

Aos jornalistas, o também presidente da Câmara de Viseu reafirmou que a actual situação tem dificultado, de forma generalizada, o pagamento das autarquias a fornecedores, apesar de "situações de melhoria nos prazos".

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