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Correio da Manhã

Política
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FERRO 'ADERE' À CGTP E ATACA BAGÃO FÉLIX

Ferro Rodrigues aproveitou ontem uma reunião com o secretário-geral da CGTP para atacar duramente o Governo, muito em especial o ministro da Segurança Social e do Trabalho. O líder do PS não poupou Bagão Félix dando-o como exemplo da "insensibilidade" e "mistificação" do Executivo.
14 de Novembro de 2003 às 00:00
Ferro Rodrigues e Carvalho da Silva na reunião entre a CGTP e o PS
Ferro Rodrigues e Carvalho da Silva na reunião entre a CGTP e o PS FOTO: andre kosters/lusa
O líder socialista nunca referiu directamente o nome de Bagão Félix, mas as críticas visam claramente as políticas do ministro, que recentemente mandou realizar auditorias às Lojas de Solidariedade criadas por Ferro quando era ministro. Aliás, um episódio que fez questão de desvalorizar, numa entrevista publicada ontem na "Visão"."Se ele pensa que com essa fúria inquisitória me atinge está muito enganado", afirmou.
Classificando a acção do actual Governo, Ferro falou em "insensibilidade" e "mistificação" e deu como exemplo medidas da área de governação de Bagão Félix. Acusou o Executivo de insensível na proposta de revisão do pagamento de subsídios de doença, "cortando direitos a pesssoas que descontam para o sistema".
Como exemplo da mistificação apontou o anunciado aumento das reformas. "É uma mistificação que haja em 2004 um aumento grande das reformas", defendeu. "Pelo orçamento da Segurança Social prova-se que o aumento médio das pensões será no próximo ano bem inferior aos aumentos que se verificaram no período de governos socialistas".
Ferro Rodrigues fez questão de sublinhar que este encontro com o secretário-geral da CGTP não constituiu uma acção política de "socorros mútuos", mas a sintonia com Carvalho da Silva foi total. O anúncio do aumento faseado da pensão mínima foi um dos assuntos destacados pelo sindicalista que apelou mesmo ao "espírito crítico no País". "Não se pode aceitar que o primeiro-ministro diga que vai haver um aumento de seis por cento da pensão mínima, quando isso é mentira e pouco ultrapassa os cinco por cento", acusou.
ACTUALIZAÇÃO DE 2,5% NO IRS
O PS defendeu ontem uma actualização dos escalões do IRS de 2,5 por cento em vez dos dois por cento propostos pelo Governo no Orçamento do Estado (OE) de 2004. Os socialistas querem também actualizar em 2,5 por cento os benefícios fiscais para os contribuintes deficientes, deficientes das Forças Armadas e reformados com conta-poupança.
Esta são algumas das propostas de alteração do OE, ontem apresentadas pelo PS, que elegeu o combate à fraude e evasão fiscal como a grande prioridade nacional. Neste âmbito, os socialistas avançam com a possibilidade de levantamento do sigilo bancário relativamente a contribuintes que pretendam obter benefícios fiscais, gozar de regimes fiscais privilegiados ou de auxílios do Estado.
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