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Correio da Manhã

Política
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FERRO CRITICA EXECUÇÃO ORÇAMENTAL

Portugal encontra-se perante uma “hecatombe na execução orçamental” provocada pelo actual Governo, segundo acusou o líder socialista, Ferro Rodrigues, para quem o País se encontra perante uma situação mais grave que a verificada em 2001.
18 de Novembro de 2003 às 17:11
O secretário-geral do PS, que reagia à divulgação dos números oficiais do défice, denunciou esta terça-feira a existência de “uma hecatombe na execução orçamental” no País, referindo que a mesma “é hoje muito mais grave que em 2001”, no que diz respeito ao défice das contas públicas.
Ferro Rodrigues salientou que este cenário pode não ser visível no final do ano, porque o Governo usa artifícios contabilísticos para “fingir que as coisas estão melhor do que estão” no que diz respeito ao consumo na União Europeia. O líder socialista foi mais longe nas suas acusações e sublinhou que o Executivo de Durão Barroso usa “manigâncias contabilísticas” para apresentar os dados do défice.
Segundo o boletim informativo da Direcção-Geral do Orçamento (DGO), divulgado na segunda-feira, o défice orçamental do subsector Estado agravou-se cerca de 40,6 por cento nos primeiros dez meses do ano, face a igual período em 2002. Perante estes dados, o Governo terá de obter até final de 2003 receitas na ordem dos seis milhões de euros para manter o défice abaixo dos três por cento do PIB (produto interno bruto).
FERRO CRITICA CENTRO MATERNO INFANTIL
Ferro Rodrigues acusou o Governo de pôr em causa o projecto do PS do Centro Materno Infantil do Norte e defendeu que os cortes nas despesas não podem afectar o sector da saúde “já que põem em causa as expectativas das populações”. O líder do PS falou no final da visita à Maternidade Júlio Dinis, referindo que “os cortes nas despesas na saúde, feitos em nome da redução do défice público, não têm correspondido aos objectivos”.
Quanto à Maternidade Júlio Dinis, considerou-a “uma unidade exemplar, bem dirigida, e que tem desenvolvido um trabalho fantástico”, mas que “está a passar por um período menos claro, já que o Centro Materno Infantil foi posto em causa pelo Governo” . Considerou ainda os dados do Governo relativos às listas de espera “uma grande falácia”, dado que “já se demonstrou que elas são hoje maiores do que quando o governo tomou posse”.
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