Barra Cofina

Correio da Manhã

Política
3

Festa da esquerda irrita socialistas

O ambiente não é propriamente de festa", reconheceu Manuel Alegre no apelo que lançou, mas mesmo assim o deputado socialista decidiu organizar uma para debater as desigualdades, injustiças sociais e a corrupção em Portugal. O objectivo, relatou ao CM, é "abrir pontes de diálogo para resolver os problemas que mais preocupam o País, como as desigualdades, as injustiças sociais e a precariedade".
4 de Junho de 2008 às 00:30
Manuel Alegre foi o autor do manifesto que serviu de base à festa de ontem à noite no Teatro da Trindade
Manuel Alegre foi o autor do manifesto que serviu de base à festa de ontem à noite no Teatro da Trindade FOTO: Sérgio Lemos

Mas o PS não viu com bons olhos a iniciativa que pretende unir a esquerda e não poupou críticas a Alegre. 'É um comício à revelia do PS. Ninguém da direcção foi convidado e é uma iniciativa que visa hostilizar o PS', declarou ao CM o porta-voz socialista, Vitalino Canas.

Alegre recusou comentar as críticas, mas assegurou que não se trata de um comício partidário mas sim de uma festa. Francisco Louçã, que participa na sessão, acusou o PS de 'perseguir' o deputado e considerou 'mesquinha' a polémica gerada pelos socialistas.

Também o PCP criticou a iniciativa: 'Surge agora uma esquerda preocupada e falante com os problemas sociais,' ironizou Jerónimo.

‘Abril e Maio – Agora Aqui’ é o nome do manifesto criado por Alegre que dá nome à festa e que foi subscrito por personalidades que vão desde históricossocialistas,como José Neves, a renovadores doPCP, como Carlos Brito, passando por bloquistas e independentes.

No apelo, Alegre sublinhou que 'o grande défice português é o do défice social' e que 'o compromisso do 25 de Abril exige que se restaure as metas sociais consagradas na Constituição'.

A festa, que ainda decorria no Teatro da Trindade à hora de fecho desta edição, contou com a actuações dos Rádio Macau e António Manuel Ribeiro.

Ver comentários