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Correio da Manhã

Política
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Ficar no cargo “seria avolumar o problema”, diz Barreiras Duarte

Deputado anunciou “pedido irrevogável de demissão” como secretário-geral.
Diana Ramos 19 de Março de 2018 às 01:30
Feliciano Barreiras Duarte
Na estreia de Fernando Negrão (à dir.) como líder parlamentar, Feliciano Barreiras Duarte (ao centro) surgiu ao seu lado na primeira fila do hemiciclo
Feliciano Barreiras Duarte
Na estreia de Fernando Negrão (à dir.) como líder parlamentar, Feliciano Barreiras Duarte (ao centro) surgiu ao seu lado na primeira fila do hemiciclo
Feliciano Barreiras Duarte
Na estreia de Fernando Negrão (à dir.) como líder parlamentar, Feliciano Barreiras Duarte (ao centro) surgiu ao seu lado na primeira fila do hemiciclo
Uma semana depois de rebentar o escândalo sobre o currículo académico, Feliciano Barreiras Duarte anunciou este domingo a demissão "irrevogável" do cargo de secretário-geral do PSD. Rui Rio, presidente do partido, aceitou de imediato a resignação e trabalha agora na escolha de um substituto a apresentar ao conselho nacional do PSD.

"Considero que, neste momento e face à violência inusitada dos ataques e aos efeitos para mim e a minha família, atingimos o limite: por isso apresentei ao presidente do meu partido o pedido irrevogável de demissão – tão irrevogável que já está concretizada – de secretário-geral do PSD", explicou Barreiras Duarte num comunicado enviado às redações.

No entender do também deputado, o alvo do que diz serem estes ataques –primeiro, a referência à Universidade de Berkeley no currículo e, depois, o subsídio do Parlamento recebido indevidamente – não é ele próprio, "mas sim o líder do Partido e a sua direção". "Ficar seria avolumar o problema e não contribuir nada para a solução", precisou o secretário-geral demissionário.

"Saio de consciência tranquila; nunca ganhei nada, nem com uma, nem com outra situação; não tirei qualquer proveito da Universidade de Berkeley – nem financeiro, nem de grau académico, nem profissional, nem político; não procurei qualquer benefício material ou outro, antes pelo contrário, com a questão da morada no Parlamento", adiantou.

Sobre a referência a Berkeley, o deputado recusa "quaisquer paralelismos com situações de falsas licenciaturas, feitas por equivalências, ou licenciaturas feitas ao domingo" e só reconhece ter sido "imprudente manter tanto tempo essa referência". Agora, garante, vai "aguardar serenamente os resultados do inquérito que a PGR anunciou abrir".

Menezes acusa Rio de só querer ser ‘vice’ de Costa
O ex-líder do PSD Luís Filipe Menezes acredita que a estratégia de Rui Rio é ser ‘vice’ de António Costa. "Seguindo sem vacilar este trilho, Rio chegará a 2019. Dificilmente poderá vencer", frisa num artigo no ‘Público’. "Como não corre o risco de, em ligação ao CDS, vencer em termos relativos, abre o caminho para o que sempre perspetivou: ‘vice’ de um poderoso governo à alemã."
Feliciano Barreiras Duarte Universidade de Berkeley Barreiras secretário-geral do PSD PSD deputado Rui Rio
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