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Correio da Manhã

Política
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Filho a querer o lugar do pai

O líder da Juventude Popular (JP) garante que a sua “moção não é um projecto de liderança”. Mas se for a mais votada no congresso do CDS-PP não irá abdicar da sucessão a Ribeiro e Castro. Acontece que esta posição já abriu uma ‘guerra’ naquela estrutura juvenil. Ainda ontem, Filipe Almeida Santos, dirigente da JP de Lisboa, acusou João Almeida de querer “realizar uma espécie de OPA para a JP tomar conta do CDS” – “seria o filho a querer o lugar do pai”.
29 de Abril de 2006 às 00:00
Filipe Almeida Santos, que disse ao CM que para já não pensa na liderança da JP, defendeu que “João Almeida deve retirar-se”. E justificou: “É insustentável que há um ano se tenha candidatado a secretário-geral do partido; agora quer ser presidente, embora que envergonhadamente. Devia ser consequente com as suas acções”.
O dirigente da distrital de Lisboa só vê redenção na decisão do líder se, este, “logo no início do congresso anunciar que a moção não é para ir a votos”, concretizou.
João Almeida repete que esta moção é “instrumental” para o partido. “Quero mesmo que as nossas ideias sejam bem consideradas e discutidas em congresso”, disse ao CM. E considerou “não muito viável” que o seu projecto seja o mais votado, ou seja, aquele que dita o nome do próximo presidente do CDS-PP.
“Se a moção for aprovada tiramos as nossas conclusões e assumimos a responsabilidade de quem apresentou o melhor projecto”, garantiu. “Nessa altura acho que não podemos desistir.” Até mesmo porque, diz, sente-se bem dentro do partido: “Pressão? Não”.
TELMO RECUSA VOTAR EM CASTRO
O CM sabe que Telmo Correia, deputado do CDS-PP, disse em entrevista gravada para a Antena 1 transmitir hoje, às 12h00, que não vai votar em Ribeiro e Castro, que acusa de não saber interpretar o partido e de ter sido desagradável com outras candidaturas. O deputado acredita que, neste momento, o CDS tem esquecido as suas bandeiras.
Retrospectivamente, Telmo Correia reconhece que jogou mal no último congresso, em Abril do ano passado, mas que desta vez não se irá recandidatar em 2008, caso Ribeiro e Castro saia do congresso com mais um mandato à frente do partido e que este tenha uma boa prestação nos próximos dois anos.
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