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Correio da Manhã

Política
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Fisco sem “evidência ” de falha informática

Três declarações são 80% dos quase 10 mil milhões que ficaram por fiscalizar.
Pedro H. Gonçalves 8 de Março de 2017 às 08:45
Helena Borges, diretora-geral da Autoridade Tributária, foi ontem ouvida no Parlamento por causa das offshores
Helena Borges, diretora-geral da Autoridade Tributária, foi ontem ouvida no Parlamento por causa das offshores FOTO: Manuel Almeida / Lusa
A Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) continua sem saber o que se passou no caso das transferências para offshores que escaparam ao controlo do Fisco. "Até ao momento não temos evidência nenhuma do que pode ter provocado esta anomalia", afirmou ontem no Parlamento Helena Borges, presidente da AT.

A responsável pela máquina fiscal prefere ainda esperar pelo relatório da Inspeção Geral das Finanças (IGF), que procura averiguar se houve interferência humana neste processo. "Não podemos excluir a montante e a jusante dos automatismos", afirmou Helena Borges.

Três das declarações sobre transferências para offshores que ficaram ocultas entre 2011 e 2014 e, por essa razão, escaparam ao escrutínio do Fisco, correspondem a quase 80% do total de 9,8 mil milhões de euros de operações que o Partido Socialista associa ao Banco Espírito Santo de Ricardo Salgado.

A presidente da AT revelou ainda que o Ministério Público arquivou o processo contra quatro dirigentes da máquina fiscal no processo da chamada ‘Lista VIP’ por falta de provas.

No entanto a AT vai avançar com processos disciplinares aos funcionários que terão criado a referida lista e que foram identificados pela IGF.
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