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Correio da Manhã

Política

FMI quer alívio na austeridade

A diretora do FMI admitiu que um ajuste orçamental não precisa de ser brutal
8 de Julho de 2013 às 01:00
Christian Lagarde voltou a admitir erros na avaliação de países como a Grécia
Christian Lagarde voltou a admitir erros na avaliação de países como a Grécia FOTO: Jose Luis Magana/Reuters

Não pensamos que seja preciso um ajuste orçamental brutal até ao máximo", declarou ontem a diretora-geral do FMI, readmitindo erros cometidos pelo organismo na avaliação da situação de alguns países.

Durante um encontro de economistas em França, Christine Lagarde afirmou que tem de haver flexibilidade nas metas acordadas com a troika se para evitar novos erros nas doses de austeridade. "Temos de ter uma perspetiva a longo prazo", acrescentou, referindo que os "erros"cometidos pelo FMI na sua avaliação de algumas políticas aplicadas a países como a Grécia foram uma consequência de parâmetros que mostraram não serem fiáveis. Os erros passados levam Lagarde a considerar que "a vigilância eterna é indispensável".

Para o FMI, a prioridade agora é alcançar a recuperação do crescimento económico, pois este "é o melhor provedor de emprego".

Lagarde avisou ainda que "muitos países têm de se comprometer com reformas estruturais para aumentar a produtividade". Christine Lagarde também antecipou uma ligeira queda nas previsões da conjuntura mundial realizadas pelo FMI.

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