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Correio da Manhã

Política
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Freitas apoia força no Irão

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral, não exclui a possibilidade de Portugal integrar uma intervenção militar no Irão, no quadro das Nações Unidas.
25 de Abril de 2006 às 00:00
Freitas lembrou que a via diplomática não está esgotada
Freitas lembrou que a via diplomática não está esgotada FOTO: Manuel Moreira
Em declarações a Rádio Renascença, o governante afirmou o seu apoio a uma hipotética intervenção militar mas sublinhou que a via diplomática ainda não está esgotada.
“Há espaço suficiente para continuarem os esforços diplomáticos quer da União Europeia, quer de outros países para resolver o problema do nuclear do Irão”, disse à Agência Lusa, Freitas do Amaral em Riade, Arábia Saudita, onde efectua uma visita oficial de dois dias, com o objectivo de “abrir uma porta” ao investimento saudita no nosso País.
Freitas propõem-se “mostrar o interesse de Portugal em receber investimento directo”.
POSIÇÃO AGRADA À DIREITA
As declarações de Freitas do Amaral caíram bem junto da Direita portuguesa, com o deputado do PSD Henrique de Freitas a elogiar a posição do ministro, considerando que é uma demonstração “de firmeza” que prestigia Portugal, e o líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Melo, a congratular-se com a posição assumida. “Esperamos que a firmeza do Governo português se mantenha e que se desenvolva no quadro do direito internacional”, afirmou Henrique de Freitas, enquanto Nuno Melo acrescentou que “tudo tem de ser ponderado”. Já o PCP não gostou das afirmações do ministro e, através de Angelo Alves, considerou que qualquer intervenção – legitimada ou não pelas Nações Unidas – iria agravar a situação no Médio Oriente, para além de acarretar uma dimensão económica sem precedentes.
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