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Correio da Manhã

Política

Freitas do Amaral diz que Portugal terá mais resgates

O antigo governante Freitas do Amaral afirmou nesta segunda-feira que, "com esta receita", Portugal vai enfrentar "um segundo, um terceiro, um quarto e um quinto" resgates, alertando que o país está "a seguir a Grécia com um ano de atraso".
5 de Novembro de 2012 às 22:16
"A Grécia está à beira do terceiro [resgate] e nós estamos à beira do segundo", afirmou Diogo Freitas do Amaral
'A Grécia está à beira do terceiro [resgate] e nós estamos à beira do segundo', afirmou Diogo Freitas do Amaral FOTO: Bruno Simão/Jornal de Negócios

O fundador do CDS considera que, "com esta receita que a 'troika' (União Europeia e Fundo Monetário Internacional) impõe, é claro que tem de haver cortes na despesa e é claro que tem de haver aumentos da receita", uma política que "vai conduzir a um caminho cada vez mais fundo" e que implicará "um segundo, um terceiro, um quarto e um quinto" resgates financeiros.

Para Diogo Freitas do Amaral, que falava esta noite numa conferência organizada em Lisboa pelo eurodeputado centrista António Ribeiro e Castro, Portugal está "a seguir o caminho da Grécia com um ano de atraso".

"A Grécia está à beira do terceiro [resgate] e nós estamos à beira do segundo", afirmou, acrescentando que "esta receita está errada e, enquanto não for modificada, vai ser sempre pior".

Diogo Freitas do Amaral considerou ainda que "o sistema político português está bloqueado", porque "o Governo não é capaz de rectificar um único erro, não é capaz de negociar com voz grossa com a 'troika' e com as potências que estão por trás da 'troika', o Presidente da República entende que não deve intervir, o Parlamento não tem capacidade para destituir o Governo e o CDS foi entalado e não pôde demarcar-se do PSD, como chegou a desejar".

Ora, num contexto de "bloqueio" do sistema político, "o único sinal de esperança em Democracia, quando um Governo governa mal, é [convocar] eleições", defende o antigo governante e candidato à presidência da República.

"Não digo que devam ser feitas agora. Agora temos de discutir e votar o Orçamento", explicou, considerando que "a partir de Janeiro, no momento em que o Presidente da República, as forças políticas e o Conselho de Estado entenderem que é mais oportuno para o país", essa questão deve ser considerada.

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