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Correio da Manhã

Política
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Gaspar faz contas ao desemprego

O maior problema é o desemprego e "não admite resignação". As palavras são do ministro das Finanças, ontem, no Parlamento, no dia em que se voltou a quebrar o consenso entre coligação e PS. Vítor Gaspar disse que a execução orçamental de 2012 está "globalmente próxima do padrão previsto" e que o ajustamento da economia vai no "bom caminho".
26 de Maio de 2012 às 01:00
Vítor Gaspar apelou ao consenso com o PS
Vítor Gaspar apelou ao consenso com o PS FOTO: Manuel de Almeida/Lusa

O Executivo apresentará a sua "perspectiva" sobre o desemprego no final do quarto exame da troika. A OCDE , recorde-se, aponta uma previsão de desemprego de 15,4 % este ano e 16,2 % em 2013.

Uma questão de semântica, segundo a coligação PSD/CDS e um problema de humildade, para o PS, ditaram que o consenso alcançado na adenda ao tratado orçamental europeu fosse quebrado em menos de quarenta e oito horas. O Documento de Estratégia Orçamental (DEO), com o quadro de metas até 2016, foi aprovado com o voto isolado da maioria.

O PS votou contra um projecto de resolução da maioria sobre o documento, ao lado da Esquerda, num debate em que o ministro de Estado e das Finanças optou por não responder se defende mais baixas de salários.

A questão que dividiu coligação e PS foi a expressão, no texto, rever a "estratégia orçamental", proposta pelo PSD/CDS, em vez de "Documento de Estratégia Orçamental". Para o PS não chegou esta mudança.

AUTARCAS QUEIXAM-SE DO IMI

Os municípios queixaram-se ontem à troika de receberem cada vez menos dinheiro do Estado e dos impostos locais e salientaram que neste momento só conseguem realizar algum investimento municipal com a ajuda dos fundos europeus.

O autarca de Viseu e presidente da Associação Nacional de Municípios, Fernando Ruas, contou que a troika quis saber se a verba cortada nas transferências para os municípios não será compensada com as receitas do IMI que as câmaras vão receber após a avaliação extraordinária de imóveis que está a decorrer.

"Dissemos que não. Nos últimos três anos foram-nos retirados mil milhões de euros. Aquilo que se prevê para o IMI é a receita extraordinária de 250 milhões de euros, dos quais ainda vamos pagar a avaliação", destacou Ruas. 

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