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Correio da Manhã

Política
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Gaspar segue Irlanda

O ministro das Finanças admitiu ontem que em Portugal "nem tudo está bem do lado macroeconómico" e que o desemprego "é o problema mais grave do País".
12 de Abril de 2013 às 01:00
Vítor Gaspar, que se encontra em Dublin, apontou ainda o dedo aos erros na condução de medidas que foram concretizadas entre 2008 e 2010, no governo socialista.

O ministro está na capital irlandesa para a reunião informal dos ministros da Zona Euro (Eurogrupo) e da União Europeia (Ecofin) que se realizam entre hoje e amanhã. Em cima da mesa estão os alargamentos das maturidades dos juros de Portugal para sete anos. Isto daria ao País um alívio para pagar o que deve à troika, numa altura em que Gaspar promete que Portugal quer seguir a Irlanda "tão perto quanto possível", no regresso aos mercados. Paulo Portas, ministro dos Negócios Estrangeiros, defende esta extensão dos prazos: "Merecemos pagar os empréstimos em condições razoáveis e não impossíveis".

Mas para que a Europa facilite os prazos de pagamento, Vítor Gaspar terá de convencer os seus colegas de que já tem medidas para compensar os 1300 milhões de euros que resultaram do chumbo do Tribunal Constitucional. Mas até ao momento o Governo recusa revelar quaisquer medidas alternativas. O Executivo anunciará cortes "a seu tempo", defende o secretário de Estado da Presidência. Marques Guedes considera, contudo, "especulação" notícias que dão conta da subida da idade da reforma para os 67 anos.

A UGT, pela voz de João Proença, já garantiu que qualquer mexida nas reformas irá resultar numa "quebra total" entre a central sindical e o Governo.
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