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Correio da Manhã

Política
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Jerónimo diz que é "insuficiente" contratar funcionários sem aumentos salariais

Secretário-geral do PCP defendeu que proposta é uma "injustiça" para os trabalhadores.
Lusa 15 de Setembro de 2018 às 22:52
Jerónimo de Sousa
Jerónimo de Sousa
Jerónimo de Sousa na Festa do Avante de 2018
Jerónimo de Sousa
Jerónimo de Sousa
Jerónimo de Sousa na Festa do Avante de 2018
Jerónimo de Sousa
Jerónimo de Sousa
Jerónimo de Sousa na Festa do Avante de 2018

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, defendeu este sábado que a contratação de funcionários públicos sem aumento de salários, em 2019, é uma proposta "insuficiente" por parte do Governo e uma "injustiça" para os trabalhadores.

"O que nós dizemos é que isso é uma resposta claramente insuficiente, porque há cerca de dez anos esses trabalhadores não vêm um aumento salarial e isso não pode continuar. Num momento em que há avanços, reposição de rendimentos e direitos, a questão dos salários continua a ser uma questão vital para os trabalhadores. O aumento salarial é possível e necessário para combater esta injustiça", disse o líder comunista, durante uma visita às Festas da Moita, no distrito de Setúbal.

A proposta do Governo sobre as Grandes Opções do Plano para 2019 (GOP), enviada ao Conselho Económico e Social e a que Lusa teve acesso, prevê a contratação de funcionários públicos no próximo ano, com vista à renovação dos quadros, mas não antecipa aumentos salariais para os trabalhadores do Estado.

O líder dos comunistas defendeu que o Governo tem de dar uma resposta aos funcionários públicos, o que, a seu ver, passa por uma "valorização salarial".

Além disso, Jerónimo de Sousa referiu que também deve haver "consideração em relação ao setor privado, particularmente com o aumento do salário mínimo para 650 euros".

"Vai ser esta a nossa posição e a nossa proposta", revelou.

Segundo o mesmo documento sobre as GOP, em 2019, também serão implementadas as alterações à legislação laboral acordadas pela maioria dos parceiros sociais e aprovadas na generalidade do parlamento.

Uma dessas medidas é o alargamento do período experimental de trabalho para 180 dias, o que, na visão do dirigente comunista, aumentará a precariedade laboral.

"Isso ainda é matéria resultante da legislação laboral que o PSD, PS e CDS convergiram. Não se entende, nem se admite, que sejam precisos 180 dias para um período experimental. Eu sou do tempo em que 30 dias eram suficientes. E a verdade é esta, a precariedade assenta como uma luva em conformidade com o interesse do patrão, porque esses trabalhadores ficam três meses à experiência quando bastariam 30 ou 60. Assim aumenta-se a precariedade, porque um trabalhador à experiência não tem os mesmos direitos", explicou.

Jerónimo de Sousa aproveitou a ocasião para lamentar o falecimento de uma jovem de 17 anos, na madrugada de hoje, vítima de atropelamento nas Festas da Moita.

"Lamento profundamente e apresentamos o nosso pesar por esse triste acontecimento. O processo está a correr pela justiça e é esse o caminho que deve ser percorrido, porque de facto se trata de algo doloroso para a família, para uma jovem na flor da vida que perdeu a sua existência e, nesse sentido, aquilo que dizemos, com uma palavra de solidariedade, é que a justiça faça o seu caminho".

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