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Correio da Manhã

Política
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Governo ameaça processar polícias

Quem apelar ao abandono de funções policiais e à deposição de armas “será entregue à Justiça, cessando de imediato funções”, garantiu ontem o secretário de Estado da Administração Interna.
24 de Julho de 2005 às 00:00
Para José Magalhães, quem apelar à entrega de armas 'não estará no seu perfeito juízo'
Para José Magalhães, quem apelar à entrega de armas 'não estará no seu perfeito juízo' FOTO: Pedro Catarino
José Magalhães reagia assim à hipótese, avançada sexta-feira, de que o Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP) preparava novas formas de luta que poderiam passar pela entrega das armas e a recusa de sair das esquadras, em protesto contra medidas anunciadas pelo Governo.
Mas contactado pelo CM o presidente do sindicato, António Ramos, desmentiu que estejam a ser equacionadas novas formas de luta. E explicou que “a entrega de armas nunca foi uma proposta da SPP. Tratou-se sim de uma ideia da delegação de Faro que foi veiculada pela Agência Lusa mas que nem sequer será discutida na reunião da direcção do sindicato, na próxima quinta-feira, porque não tem cabimento”.
Como tal, António Ramos recusou comentar as declarações do secretário de Estado. “Não vou comentar uma coisa que não se põe,” sublinhou.
Refira-se que José Magalhães considerou que “quem pense em apelar ao abandono de funções policiais e à entrega de armas, ou não está no perfeito juízo e será tratado, ou está e será entregue à Justiça, cessando de imediato funções”. Magalhães frisou que a Direcção Nacional da PSP actuará com urgência nesta situação.
MULTAS E MANIFESTAÇÃO
Os sindicatos de polícia estão em luta depois de o Ministério da Administração Interna (MAI) lhes ter apresentado propostas de alteração ao regime de assistência na doença, de congelamento do tempo de serviço para efeito de progressão nos escalões, de congelamento do aumento sobre os subsídios para 2006 e de alteração do sistema de aposentação e pré-aposentação.
O protesto, organizado pela Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP) em conjunto com o SPP, visa a greve à multa, ou seja, os agentes foram sensibilizados para, desde quarta-feira passada e até ao fim de Julho, evitarem passar multas de trânsito, optando antes por acções pedagógicas e preventivas.
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