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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Governo de saída manda avançar em 31 estradas

Executivo pede estudo sobre túnel entre Algés e Trafaria e quer dotar de perfil de autoestrada o IP2 e o IP3. Será privilegiada a complementaridade com o novo aeroporto e eixos ferroviários.

16 de março de 2025 às 01:30

Antes do chumbo da moção de confiança e em ano de eleições autárquicas, o Governo mandatou a Infraestruturas de Portugal para estudar e concretizar intervenções rodoviárias tidas como prioritárias em todo o País. Uma delas é o túnel entre Algés e a Trafaria, que teria como objetivo aliviar o trânsito da Ponte 25 de Abril e cujo custo é estimado pela Câmara de Almada em 1,1 mil milhões de euros. Outra passa por dotar o IP2 de perfil de autoestrada entre Portalegre e Estremoz, assim como todo o troço do IP3 entre Souselas e Viseu. Esta obra no IP3 “inclui a duplicação do troço entre Santa Comba Dão e Viseu, cuja obra está já prevista ser iniciada no decorrer do presente mês”, refere o Ministério das Infraestruturas em comunicado. “Prevê-se ainda o aumento da capacidade do IP8 (A26), dando continuidade aos investimentos em curso no corredor Sines a Beja, tendente a uma ligação em via dupla até Beja”, acrescenta o ministério tutelado por Miguel Pinto Luz.

Ao todo, são 31 as vias rodoviárias definidas como prioritárias, nomeadamente com o intuito de assegurar a “complementaridade da rede rodoviária com os grandes projetos em desenvolvimento”, como o novo aeroporto ou novos eixos ferroviários. As intervenções visam ainda “reduzir a sinistralidade e os tempos de deslocação” e “resolver estrangulamentos de mobilidade urbana”.

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