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Correio da Manhã

Política

Governo deixa cair 2,7% para salários no privado

Parceiros sociais alertam que conseguir assinar acordo até ao final de março será “difícil”.
Wilson Ledo 13 de Fevereiro de 2020 às 08:42
Governo fez-se representar pela ministra do Trabalho, pelo ministro da Economia e pela ministra da Agricultura
Governo fez-se representar pela ministra do Trabalho, pelo ministro da Economia e pela ministra da Agricultura FOTO: Vítor Mota

O Governo retirou o referencial de 2,7% para aumentos nos salários do setor privado. "Desapareceram os números. Estamos a discutir generalidades", reagiu o líder da CGTP, Arménio Carlos, que acusou ainda o Executivo de ceder à "pressão" dos patrões.

Confrontado, o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, admitiu ter sentido "resistências" e "reticências" tanto de patrões como de sindicatos para que o valor de referência fosse abandonado.

A quarta reunião da Concertação Social dedicada a este tema terminou sem decisões concretas. Os parceiros sociais vão fazer agora chegar ao Governo, até dia 19, propostas de "metodologias" para o aumento de salários.

Embora sem um número que oriente a discussão, o objetivo é que a subida possa aumentar o peso dos salários no PIB nacional, refletindo a inflação e a produtividade. Os patrões, pela voz de João Vieira Lopes, reforçam que não assinarão "qualquer acordo de generalidades" mas recusam que o documento final concretize valores para a subida.

O Executivo queria fechar um acordo até ao final de março mas, perante o desenrolar das negociações, o prazo parece agora apertado. "É difícil", reconheceu Lucinda Dâmaso, da UGT.

PORMENORES
Atenção nos jovens
Um dos assuntos em destaque esta quarta-feira disse respeito aos incentivos para os jovens que ingressam no mercado de trabalho. Além das deduções no IRS, já previstas no Orçamento do Estado, o Governo abordou um conjunto de vontades, sem concretizar números.

Arménio de saída
A reunião de esta quarta-feira da Concertação Social fica como a última de Arménio Carlos à frente da CGTP. O sindicalista, que deixa o cargo esta semana, alerta que a próxima etapa da discussão será "aliciante" para a sucessora, Isabel Camarinha.

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