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Correio da Manhã

Política
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Governo espanhol retira candidatura da ministra das Finanças ao FMI

Mário Centeno, ministro das Finanças português, também desistiu da corrida à liderança do FMI na quinta-feira.
Lusa 2 de Agosto de 2019 às 11:20
Mário Centeno e Nadia Calvino
Mário Centeno e Nadia Calvino
Mário Centeno e Nadia Calvino
Mário Centeno e Nadia Calvino
Mário Centeno e Nadia Calvino
Mário Centeno e Nadia Calvino
Mário Centeno e Nadia Calvino
Mário Centeno e Nadia Calvino
Mário Centeno e Nadia Calvino
O Governo espanhol retirou esta sexta-feira a candidatura da ministra da Economia espanhola, Nadia Calviño, à liderança do Fundo Monetário Internacional (FMI), para promover o consenso entre os países da União Europeia em torno de um candidato comum.

"Espanha está sempre disposta a promover o consenso entre os países da União Europeia para escolher uma candidatura comum à liderança do FMI. Assim, anunciamos que o Governo aposta por alcançar um acordo europeu, sem que a ministra de Economia, Nadia Calviño, participe na fase seguinte", informou a Moncloa.

Na mesma nota, o Governo liderado por Pedro Sánchez vinca que "continuará a trabalhar para impulsionar a governação dos organismos internacionais" e que considera "uma honra" que qualquer um dos seus membros possa ser considerado, "agora ou no futuro", como "uma garantia ao mais alto nível" para o funcionamento dessas instituições.

A votação para a designação do candidato europeu à sucessão de Christine Lagarde na liderança do FMI começou cerca das 7:00 e está ainda a decorrer, com fontes do Ministério das Finanças francês a estimarem que ainda hoje seja possível conhecer o eleito entre os três nomes que permanecem na corrida.

Com a retirada da candidatura de Calviño, que acontece um dia depois de o ministro das Finanças português e presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, também ter desistido da votação, os governos da União Europeia terão agora de escolher o seu candidato entre o holandês Jeroen Dijsselbloem, antigo presidente do Eurogrupo, o governador do banco central finlandês, Olli Rehn, e a búlgara Kristalina Georgieva, atual 'número dois' do Banco Mundial.

A votação, feita por correio eletrónico, está a decorrer "segundo as regras europeias de maioria qualificada", que estipulam que o eleito tem de recolher o apoio de 55% dos países-membros representando pelo menos 65% da população da UE.

"Podem ser organizadas várias fases de votação, se for necessário", precisou o ministério francês.

Incumbido pelos seus colegas europeus de coordenar as conversações para designar um candidato europeu à sucessão da francesa Christine Lagarde, o ministro das Finanças francês, Bruno Le Maire, constatou na quinta-feira que não havia um consenso entre os 28 sobre qual o nome a indicar para a liderança do FMI, tendo decidido abrir uma votação.

Desde a sua criação, em 1944, aquela instituição foi sempre dirigida por um europeu, enquanto o Banco Mundial foi sempre liderado por um americano.

Lagarde, a primeira mulher a liderar o FMI, deixa o cargo para substituir Mario Draghi como presidente do Banco Central Europeu (BCE).

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