Ministro da Economia e da Coesão Territorial lembrou que próximo pedido de pagamento, o nono e penúltimo, "também vai ser apresentado dentro do prazo".
O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, disse esta sexta-feira que "neste momento o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) não está atrasado", e que as reprogramações e alterações de projetos abrangidos são atos de gestão normais.
"Eu gostava de tranquilizar as pessoas quanto ao PRR. É verdade que quando este Governo iniciou funções, o PRR estava bastante atrasado, mas temos vindo a recuperar dos atrasos e, neste momento, não está atrasado", declarou o governante social-democrata aos jornalistas.
Castro Almeida falava à margem de um evento no Palácio na Bolsa, no Porto, e lembrou que o próximo pedido de pagamento, o nono e penúltimo, "também vai ser apresentado dentro do prazo", como os últimos que entregaram, e o 10.º também, o que em si prova "que as coisas estão no prazo".
Questionado sobre projetos considerados preocupantes, pelos atrasos, comentou que a função do Governo é "resolver problemas", e admitiu "muitas situações difíceis", mas que cabe ao executivo gerir para que "não se desperdice nem um euro do dinheiro que a Europa coloca à disposição de Portugal", o que disse que não irá acontecer.
"Dificuldades há, atrasos há, muitos problemas a resolver há. Falo de atrasos pontuais, há várias obras que estão com dificuldades. A nossa missão é resolver esses problemas. [...] A reprogramação é um ato de gestão", defendeu.
Castro Almeida respondia, ainda, a críticas do Partido Socialista (PS) às reprogramações do plano. "Acho mal que o PS diga isso, abrindo uma guerra partidária sobre este assunto, que é nacional", criticou.
Gerir, no entendimento do ministro, implica "retirar alguns projetos que estavam no PRR" e reafetar o dinheiro a outros "que sejam exequíveis dentro do prazo".
Questionado sobre as obras do Metro do Porto, disse que estas, como todas as que estão abrangidas pelo PRR, "não vão ficar paradas, há outras fontes de financiamento para garantir a construção das obras".
O Ministério da Economia já disse que o projeto saiu do PRR e a Metro do Porto já divulgou que, face aos atrasos nas obras da Linha Rubi, não vai aproveitar as verbas do PRR na totalidade, procurando outros fundos europeus para financiar a empreitada.
O almoço no Porto foi dedicado aos 25 anos da classificação pela UNESCO como Património Mundial do Alto Douro Vinhateiro, o que o ministro considerou "uma oportunidade para reconhecer o valor excecional deste território".
"O Douro não é apenas um cenário de beleza, é espaço de produção, símbolo da nossa cultura e marco estratégico da economia portuguesa", declarou, lembrando o "papel estruturante" do setor dos vinhos na economia nacional.
Há "grande caminho a percorrer", avisou, porque a região do Douro "foi a que mais cresceu no Norte desde 2001", mas continua abaixo da média em termos de PIB per capita na região nortenha.
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