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Correio da Manhã

Política
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GOVERNO NÃO DÁ BORLA NO DIA 11

O candidato do PS António Costa levantou a hipótese e a polémica espalhou-se como um rastilho. Afinal, para nada, o Conselho de Ministros de ontem, presidido por Durão Barroso, não discutiu sequer a possibilidade de dar aos funcionários públicos tolerância de ponto no próximo dia 11, uma sexta-feira ‘entalada’ entre o feriado de 10 de Junho e o fim-de-semana das eleições.
4 de Junho de 2004 às 00:00
A questão foi levantada pelo número dois da lista socialista ao Parlamento Europeu e acabou por dominar grande parte das acções de campanha eleitoral de ontem. Durante um comício em Viseu na quarta-feira à noite, António Costa acusou a coligação PSD/CDS de tudo fazer para minorar a mobilização popular para as eleições de dia 13. “Para favorecer a abstenção, o Governo prepara-se para dar aos portugueses uma das poucas boas notícias, concedendo tolerância de ponto no próximo dia 11”. “O Governo quer que os portugueses vão à praia, que vejam futebol, mas que não votem no próximo dia 13. Eu espero que os portugueses vão à praia, que vejam futebol, mas que votem”, afirmou ainda António Costa. Críticas logo depois reforçadas pelo cabeça de lista socialista, Sousa Franco, que acusou o Governo “de jogar sujo e baixo, porque não é legítimo estar a apostar na abstenção”.
Ontem de manhã, candidato da coligação também entrou na polémica, considerando “desapropriada” a possibilidade do Governo decretar tolerância de ponto no dia 11 de Junho.
Na conferência de Imprensa que se seguiu à reunião do Conselho de Ministros de ontem, o secretário de Estado Domingos Gerónimo pôs um ponto final na questão ao assegurar que o Governo não decidiu, e nem sequer discutiu, qualquer tolerância de ponto para os funcionários públicos na sexta-feira imediatamente anterior ao domingo de eleições. Ao fim da tarde, também o primeiro-ministro negou que o Governo estivesse a preparar a tolerância de ponto. O próprio primeiro-ministro considerou “extraordinário” que lhe sejam atribuídas intenções. “Nunca me tinha sequer lembrado da possibilidade dessa hipótese”, assegurou Durão Barroso.
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