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Correio da Manhã

Política
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Governo: Portugal demonstra que não é o irmão gémeo da Grécia

O secretário de Estado da Solidariedade, Marco António Costa, disse este sábado que, com a governação PSD/CDS, Portugal demonstrou que não é "irmão gémeo" da Grécia e recuperou a credibilidade internacional.
9 de Junho de 2012 às 15:21
Secretário de Estado da Solidariedade, Marco António Costa
Secretário de Estado da Solidariedade, Marco António Costa FOTO: Jorge Paula / Correio da Manhã

Marco António Costa, falando na Universidade do Poder Local do PSD, que decorre na Curia, distrito de Aveiro, comparou a situação actual com a que se vivia há um ano e meio, sob a governação socialista.

"Há um ano pressentia-se um ambiente de conflitualidade explosiva. Falava-se de Portugal e da Grécia como gémeos com os mesmos sintomas e comportamentos. Percebiamos que estávamos perto de um processo similar", recordou.

Na perspectiva de Marco António Costa, o caminho percorrido permitiu a Portugal readquirir a credibilidade internacional, porque foram feitos ajustamentos "dos mais difíceis e profundos de que há memória, com paz social e respeito dos poderes públicos pelas opiniões divergentes" e essa foi a "opção de fundo" para uma governação difícil.

"Readquirimos o valor da credibilidade: os que há um ano nos consideravam como lixo, reconhecem hoje que somos um povo e um país num caminho acertado, para uma rota diferente de economia sustentada e em crescimento", afirmou.

Considerando que, ao avaliar um ano de governação, "é importante perceber como estava o país", Marco António Costa acusou o executivo de José Sócrates de ter comprometido a credibilidade internacional, por apresentar sucessivos planos de austeridade "que o governo do PS não tinha capacidade para cumprir e que pretendiam apenas servir de carta de conforto para os credores".

Um ano depois, o orador diz que a situação é bem diferente porque o actual Governo assumiu um plano de ajustamento da economia e das finanças públicas "sem paralelo" em nenhum outro país europeu, e sujeito à verificação periódica dos que emprestaram o dinheiro.

"No passado de PEC [Programa de Estabilidade e Crescimento] em PEC, não éramos capazes de concretizar uma única meta e hoje todas as verificações demonstram que estamos a cumprir", declarou.

Marco António Costa deu como exemplos do que mudou no país a pacificação das escolas, que eram "campo de batalha política, com a Educação a viver em pé de guerra", a Saúde, em que " foi vencida a batalha com a indústria farmacêutica, com uma poupança de 300 milhões de euros", e a resolução de "um dos mais graves problemas", o das autarquias.

"O poder local estava em enormes dificuldades financeiras porque, entre outras razões, teve de se substituir, em muitas matérias, ao poder central e este governo fez a lei dos compromissos que estanca a despesa sem cobertura orçamental, e a seguir ajudou a restruturar o passivo local", salientou.

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