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Correio da Manhã

Política
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Governo quer que alunos afetados pela pandemia possam fazer provas na 2.º fase e concorrer à 1.º

Proposta está a ser avaliada pela Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior.
Lusa 30 de Junho de 2020 às 18:48
António Costa e Tiago Brandão Rodrigues
Tiago Brandão Rodrigues
António Costa e Tiago Brandão Rodrigues
Tiago Brandão Rodrigues
António Costa e Tiago Brandão Rodrigues
Tiago Brandão Rodrigues
O Governo quer que os alunos com covid-19 ou em isolamento que façam as provas de acesso ao ensino superior na 2.º fase se possam candidatar à 1.º fase do concurso de acesso.

A proposta do Governo está a ser avaliada pela Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES), anunciou hoje o secretário de Estado Adjunto da Educação, João Costa, durante a comissão de educação que está a decorrer no parlamento.

"Em articulação com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) está para deliberação, pela CNAES, uma proposta do Governo para que os alunos em situação de contaminação ou de quarentena possam realizar (as provas) na 2.º fase e serem candidatos à 1.º fase do concurso nacional de acesso", explicou João Costa.

Durante o debate, alguns deputados criticaram a publicação dos 'rankings' das escolas baseados nas notas de exames que o ministro da Educação explicou ser uma decisão dos órgãos de comunicação social.

O ministro Tiago Brandão Rodrigues recordou que o Ministério é obrigado a divulgar tabelas com as notas dos alunos nos exames nacionais e que depois são os órgãos de comunicação social que fazem a seriação de escolas, com base em critérios definidos pelos próprios media.

João Costa reafirmou que o Ministério não tem qualquer obsessão com os exames nacionais, lembrando que "este ano só se realizam provas de ingresso para o ensino superior e não exames nacionais para todos os alunos".

A primeira fase dos exames nacionais vai avaliar cerca de 151 mil alunos e as primeiras provas arrancam na próxima semana.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 505.500 mortos e infetou mais de 10,32 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.576 pessoas das 42.141 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

 

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