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Correio da Manhã

Política
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Grupo Espírito Santo vai processar

O Grupo Espírito Santo (GES) anunciou esta terça-feira que vai processar judicialmente todos aqueles que "produziram afirmações falsas, opiniões caluniosas" e informações "grosseiramente erradas" relativas ao chamado caso Portucale.
24 de Maio de 2005 às 20:51
O caso está relacionado com a antiga intenção da empresa Portucale, do GES, de construir um empreendimento turístico na Herdade da Vargem Fresca, em Benavente. Aquela herdade foi alienada pela Companhia das Lezírias, num negócio que posterior fiscalização considerou lesivo para os interesses da empresa agrícola estatal.
Mas o que levantou polémica nas últimas semanas foi a divulgação da notícia que três ministros (Telmo Correia e Luís Nobre Guedes do CDS-PP e Costa Neves do PSD) assinaram um despacho a autorizar o abate de 2 600 sobreiros na referida herdade, por forma a viabilizar o projecto turístico.
O problema é que o despacho foi assinado a quatro dias das eleições legislativas, quando o Governo (PSD - CDS-PP) estava em gestão. É uma decisão cujo momento é questionável, até por se tratar de uma pretensão muito antiga da Portucale e que já havia conhecido situação idêntica na transição do último governo de Cavaco Silva para o primeiro de António Guterres (PS). Tal como fez agora o governo de José Sócrates (PS), também o governo de Guterres anulou a autorização de abate despachada nos últimos dias do governo de Cavaco.
Luís Nobre Guedes, Abel Pinheiro (ex-tesoureiro do CDS-PP) e três administradores de empresas do GES estão constituídos arguidos, indiciados por tráfico de influências. O GES, num extenso comunicado hoje divulgado, alega que os arguidos estão a ser julgados em praça pública devido a violações do segredo de justiça e garante que nunca propôs à Companhia das Lezírias a associação no projecto Portucale.
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