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Correio da Manhã

Política
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GUTERRES VAI AJUDAR O PS E SOUSA FRANCO

O ex-primeiro-ministro António Guterres vai participar hoje à tarde, em Lisboa, no ‘Fórum: Europa é Connosco’ para apoiar o PS e a sua lista de candidatos às eleições para o Parlamento Europeu (PE) que se realizam no próximo dia 13 de Junho.
27 de Maio de 2004 às 00:00
O Fórum reúne os candidatos do PS ao PE e especialistas nas mais diversas áreas num ciclo de debates sobre a União Europeia. Mas não tenhamos dúvidas, a participação do ex-primeiro-ministro é claramente um apoio político ao seu partido, conforme ele próprio reconheceu em declarações ao CM: “Havendo uma campanha eleitoral, é meu dever sinalizar o meu apoio ao PS e à sua lista”.
António Guterres sublinhou que a sua intervenção se situa no plano simbólico, tal como já tinha feito na campanha das eleições legislativas de Março de 2002, quando esteve presente num comício em Castelo Branco. No entanto, o ex-primeiro-ministro quis deixar claro que a sua participação no seminário não significa um regresso à vida política activa portuguesa: “Neste momento não estou activo na vida política portuguesa e entendo que devo continuar a não estar”. Sublinhou ainda que “no dia a seguir à campanha tudo continua na mesma”.
Na verdade, muito dificilmente o ex-líder socialista, sendo membro do PS, se poderia recusar a participar no seminário organizado pelo partido numa altura de pré-campanha eleitoral sem deixar dúvidas sobre o seu apoio ao PS e à lista liderada por um seu ex-ministro.
Trata-se, portanto, de uma situação excepcional que poderá ser repetida mais uma vez sem que isso signifique que irá andar a correr o País em campanha eleitoral. Aliás, se o fizesse, poderia dar a entender que estaria a fazer concorrência ao cabeça-de-lista ou ao líder do partido.
É claro que António Guterres tem outros compromissos fora do País. E um deles também tem a ver com campanha eleitoral. De facto, logo depois da participação no Fórum parte para Itália para participar numa acção de campanha dos candidatos italianos para as eleições europeias.
A possibilidade de uma elevada taxa de abstenção é uma das principais preocupações do ex-líder do PS, não só em Portugal mas também em toda a Europa. Especialmente quando estamos num momento de alargamento da Europa. Se não houver um esforço de integração, há um risco de diluição que é extremamente perigoso para a Europa, quer em termos económicos (quer do seu desenvolvimento, quer da sua capacidade de competir com os EUA), quer em termos políticos (da sua voz a nível mundial).
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