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Correio da Manhã

Política
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“Há tradição de abdicação cívica”

O deputado do PS Manuel Alegre voltou ontem a enviar recados internos ao seu partido ao afirmar que a resposta à actual crise económica deverá passar por "homens de nervos de aço e grande estatura ideológica", reconhecendo que no País "há uma tradição de abdicação cívica, para não falar de cobardia".
8 de Fevereiro de 2009 às 00:30
Manuel Alegre com José Faria e Costa
Manuel Alegre com José Faria e Costa FOTO: Paulo Novais/Lusa

Manuel Alegre esteve ontem em Coimbra na reunião do Conselho de Fundadores do Movimento Intervenção e Cidadania (MIC), a que preside. E foi nessa qualidade, mas avisando que é 'membro do PS', que referiu que em Portugal 'ninguém manda calar ninguém'.

Confrontado com o facto de José Sócrates também ter estado ontem em Coimbra para apresentar a moção ‘PS: A Força da Mudança’ (ver texto ao lado), Manuel Alegre referiu que se tratou de uma 'coincidência'. 'Falámos sobre o assunto e não houve necessidade de anular nenhuma' das iniciativas.

Sobre a actual crise económica, o socialista defendeu que para a enfrentar são necessários 'homens de grande estatura e soluções de Esquerda', porque é a mais grave depois da II Guerra Mundial. Manuel Alegre reconheceu que a nível global se verifica a 'falência ideológica do modelo neoliberal', 20 anos depois da queda do Muro de Berlim e da desagregação da União Soviética e da maioria dos países aliados.

Sobre os apelos que lhe foram dirigidos na Convenção do Bloco de Esquerda, Manuel Alegre avisou de novo que é 'membro do PS'. No entanto, não rejeitou os apelos à convergência feitos pelo partido de Francisco Louçã.

'À esquerda não há inimigos políticos' mas sim 'adversários', os quais podem e devem 'debater ideias'.

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