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Correio da Manhã

Política
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HOUVE NEGLIGÊNCIA

O ministro russo da Defesa, Sergei Ivanov, acusou ontem os responsáveis da Marinha de "negligência" e "imprudência" no naufrágio do submarino nuclear K-159 ao largo do Mar de Barents, em que morreram nove dos seus dez tripulantes.
1 de Setembro de 2003 às 00:00
O submarino K-159 seguia com a escotilha superior aberta no momento do acidente
O submarino K-159 seguia com a escotilha superior aberta no momento do acidente FOTO: Alexander Nemenov/afp
O afundamento do submarino, que se encontrava desactivado desde 1989, ocorreu na madrugada da passada sexta-feira, quando este se encontrava a ser rebocado para o local onde iria ser desmontado. Durante a viagem, o K-159 debateu-se com uma forte tempestade, acabando por afundar cerca de cinco quilómetros ao largo da ilha de Kildin, nas águas do Mar de Barents, a 238 metros de profundidade. De acordo com o ministro russo da Defesa, Sergei Ivanov, que ontem examinou o local do acidente, o submarino seguia com a escotilha superior aberta quando se deu o naufrágio, o que terá contribuído para o seu rápido afundamento.
As consequências deste novo acidente não se fizeram esperar e o comandante da força naval submarina daquela região foi já suspenso e vários oficiais da Marinha acusados de violação das regras de navegação. Além disso, na sequência do prometido pelo presidente russo, Vladimir Putin, foi já aberto um rigoroso inquérito para apurar as causas do naufrágio.
"Cumpriu-se novamente o velho hábito russo de contar com meras hipóteses e esperar que tudo funcione", declarou Ivanov, apontando o dedo acusador aos responsáveis da Marinha que ordenaram a viagem do submarino debaixo de condições atmosféricas adversas. O titular da pasta da Defesa acrescentou mesmo que o naufrágio do K-159 se deveu a "negligência" e "imprudência" por parte daqueles oficiais da Armada russa.
DIA DE LUTO PELAS VÍTIMAS
Ontem, a Rússia chorava ainda a perda dos nove tripulantes mortos na sequência do naufrágio, tendo a Frota do Norte cumprido um dia de luto em memória das vítimas. Refira-se que só haviam ainda sido encontrados os corpos de dois dos tripulantes. Segundo Ivanov, os restantes cadáveres estarão, quase de certeza, no interior do submarino.
Recorde-se que os dois reactores nucleares do K-159 já haviam sido desactivados há 14 anos, quando o submarino deixou de estar ao serviço da Marinha russa, e que não seguiam quaisquer armas a bordo.
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