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Correio da Manhã

Política
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Igreja defende euro mais barato

A desvalorização da moeda única pode ser uma boa maneira de acelerar o processo de saída da Europa da crise em que se encontra mergulhada há três anos. Essa é, pelo menos, a opinião do Vaticano, para quem não faz grande sentido uma moeda muito forte em economias a definhar.
24 de Dezembro de 2012 às 01:00
D. Manuel Monteiro de Castro, ontem, na inauguração do Presépio ao Vivo de Priscos, em Braga
D. Manuel Monteiro de Castro, ontem, na inauguração do Presépio ao Vivo de Priscos, em Braga FOTO: Secundino Cunha

"No início do euro eu era embaixador da Santa Sé em Bruxelas e recordo-me que a moeda única nasceu a valer 80 cêntimos de dólar; hoje vale 1,3 dólares e isso é problemático para os povos da Europa", disse ontem em Braga D. Manuel Monteiro de Castro.

O cardeal português diz que "o euro não pode valer mais do que o dólar, porque isso dificulta as exportações e, logo, prejudica a economia europeia".

Esta tese de desvalorização da moeda única, como forma de acelerar a saída da Europa da crise tem sido defendida por vários especialistas e até por alguns estados, embora em surdina, por razões estratégicas.

O CM sabe que o Vaticano, através das suas vias diplomáticas, tem feito chegar essa mensagem aos principais governantes da Europa, apelando à união da Zona Euro.

"A Europa deu uma lição ao mundo quando se uniu, há mais de 60 anos. Está na altura de o voltar a fazer", advogou D. Monteiro de Castro.

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