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Correio da Manhã

Política
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Indemnizações serão avaliadas

Azevedo Soares, um dos membros da administração da Águas de Portugal (AdP) substituídos na Assembleia da passada quarta-feira, disse ontem ao CM que ainda não sabe se tem ou não direito a indemnização.
31 de Maio de 2005 às 00:00
O ex-presidente da Águas de Portugal poderá receber cerca de 140 mil euros
O ex-presidente da Águas de Portugal poderá receber cerca de 140 mil euros FOTO: Pedro Aperta/Jornal de Negócios
“Por agora vou de férias e ainda não pensei nisso. Não sei se tenho direito a indemnização, ou não”, disse o comandante Azevedo Soares, que é hoje um dos principais elementos da direcção do PSD.
Poças Martins, que era o presidente do Conselho de Administração (CA) e anteriormente vereador da Câmara de Gaia, também contactado pelo CM, preferiu não fazer quaisquer comentários. Poças Martins não quis sequer dizer se regressará à Câmara, mas nos meios políticos portuenses admite-se que será candidato numa lista a uma Câmara do distrito.
Recorde-se que o Ministério do Ambiente fez saber que os administradores substituídos não têm direito a qualquer indemnização e que essa pretensão só é possível “com base numa decisão do Governo anterior de reiniciar a contagem do tempo de exercício de funções”. Só o presidente do CA pode ter direito a uma indemnização de cerca de 140 mil euros. No total, os quatro elementos que sairam ao fim de 10 meses podem ter a receber 500 mil euros.
Já Nuno Cardoso não foi eleito para a nova administração da AdP, cujo presidente é agora Pedro Cunha Serra. João Lopes Fidalgo, António Branco, Justino Matias Carlos, José Martins Soares, João Plácido Pires e Gracinda Raposo são os outros elementos.
Nuno Cardoso disse ao CM que “ainda nada está definido” quanto ao seu futuro e que há ainda “muitas possibilidades em aberto”.
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