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Correio da Manhã

Política
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INDUSTRIAIS LAMENTAM CORTES

A Associação Industrial Portuguesa (AIP) lamenta que o Governo prefira fazer cortes de despesas em áreas que promovem a actividade económica em vez de optar por os fazer em sectores que não contribuem para a modernização do País. A AIP reagia ao alerta lançado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Martins da Cruz, sobre a frágil situação económica em que se encontra o seu ministério.
4 de Junho de 2003 às 00:00
O vice-presidente da AIP, Jaime Lacerda, afirma que "compete ao Governo ponderar onde e como deve proceder ao corte das despesas correntes". "No que respeita à actividade económica será preocupante que os cortes comecem por ser feitos em áreas que apoiam essa actividade, em vez de serem feitos em sectores que pouco ou nada acrescentam à construção de um país mais moderno e mais competitivo", salienta aquele responsável.
Nas suas declarações, Martins da Cruz afirmou que se o MNE fosse uma "multinacional" estaria "perto da falência". O ministro frisou, ainda, que Portugal "está perante a ameaça de manter uma máquina diplomática que não pode fazer cooperação ou divulgação cultural ou estar presente em cimeiras internacionais". Isto torna-se ainda mais grave no quadro da diplomacia económica apresentada pelo Governo como uma alavanca para a captação de investimento estrangeiro e para o aumento das exportações nacionais.
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