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Correio da Manhã

Política
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Marcelo inicia visita ao Brasil com mergulho em Copacabana e sem encontro com Bolsonaro

Chefe de Estado português aproveitou ainda o momento descontraído para falar com cidadãos brasileiros. 
Correio da Manhã e Lusa 2 de Julho de 2022 às 14:57
Marcelo Rebelo de Sousa no Brasil
Marcelo Rebelo de Sousa no Brasil
Marcelo Rebelo de Sousa no Brasil
Marcelo Rebelo de Sousa no Brasil
Marcelo Rebelo de Sousa no Brasil
Marcelo Rebelo de Sousa no Brasil
Marcelo Rebelo de Sousa no Brasil
Marcelo Rebelo de Sousa no Brasil
Marcelo Rebelo de Sousa no Brasil
Marcelo Rebelo de Sousa no Brasil
Marcelo Rebelo de Sousa no Brasil
Marcelo Rebelo de Sousa no Brasil
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, nadou este sábado e passeou no areal da praia Copacabana, no Rio de Janeiro, descontraído, e afirmou que "no Brasil nunca há problemas".

A presença do chefe de Estado português em Copacabana, numa manhã de inverno no Brasil, surpreendeu as pessoas que estavam naquela parte da praia. Algumas aproximaram-se e pediram fotografias.

"Quem me dera que o Brasil tivesse um Presidente assim", disse Andreia, carioca casada com um português, que a seguir foi chamar o marido, Vítor, natural do Porto, para tirarem uma 'selfie' com Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente da República mergulhou juntamente com o ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, nas águas de Copacabana, onde nadaram durante cerca de quinze minutos, acompanhados por dois seguranças.

À saída do mar, Marcelo Rebelo de Sousa caminhou um pouco e demorou-se à conversa com duas jovens deitadas na areia.

Uma vendedora ambulante que observava a cena à distância exclamou: "Quem não gosta de Copacabana, essa praia linda, maravilhosa, famosa que até o Presidente está aqui".

Se fosse o Presidente do Brasil, acrescentou, "isto ficava cercado de seguranças e não se podia estar aqui".

À beira-mar, de calções de banho, o chefe de Estado referiu-se ao seu companheiro de mergulho, o ministro da Cultura como "um especialista, um grande surfista". Pedro Adão e Silva declarou que já teve "melhores dias".

Dirigindo-se para os jornalistas, Marcelo Rebelo de Sousa perguntou: "Não querem mergulhar, não? Então ficam de fora. Estar a filmar de dentro é que era fabuloso. Tinham de trazer equipamento para isso".

O ministro da Cultura, que tutela a comunicação social, advertiu: "Saía caro ao serviço público".

Nesta ocasião, Marcelo Rebelo de Sousa foi interrogado uma vez mais sobre "o problema" que surgiu nesta viagem: o eventual cancelamento pelo Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, do convite que lhe tinha feito para um encontro seguido de almoço em Brasília na segunda-feira.

"Mas qual problema? Eu só vejo não problemas. No Brasil nunca há problemas, é uma coisa que eu aprendi. O meu avô veio para cá no final do século XIX. Eu aprendi que no Brasil o que parece problema não é problema, só parece", retorquiu o Presidente.

Pedro Adão e Silva comentou que o mar "estava bom para as carreirinhas".

Questionado se está preparado para todas as ondas, o Presidente da República respondeu: "Não vejo ondas. Maiores do que estas não vejo nenhuma".

Marcelo Rebelo de Sousa chegou hoje de manhã ao Rio de Janeiro para uma sessão comemorativa da travessia aérea do Atlântico Sul feita há cem anos por Sacadura Cabral e Gago Coutinho, na zona portuária no centro da cidade.

Depois, o seu programa inclui uma receção à comunidade portuguesa, no consulado geral português, em Botafogo.

Ainda hoje, seguirá do Rio para São Paulo, onde estará na abertura oficial da 26.ª Bienal Internacional do Livro, que nesta edição tem Portugal como país homenageado.

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