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Correio da Manhã

Política
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INVESTIGAÇÃO APENAS NO PAPEL

O Inspector Geral do Trabalho acusou ontem as empresas que contratam mão-de-obra clandestina de “fuga constante” às obrigações fiscais e defendeu uma intervenção mais eficaz da Administração Fiscal, nos locais de trabalho.
17 de Setembro de 2002 às 20:57
Inácio Mota da Silva acha que a administração está alheada dos fenómenos de economia clandestina porque centraliza a acção na verificação dos papéis das empresas em detrimento da realidade dos locais de trabalho.

“Uma boa parte do sistema produtivo desenvolve-se na realidade por uma forma que não está traduzida na escrituração obrigatória das empresas ou o está em fraude à lei”, afirmou no seminário intitulado "Uma Política de Imigração com Justiça e Solidariedade", organizado pela UGT. Para o Inspector Geral de Trabalho, a Administração Fiscal tem uma política de "serviços de inspecção de ar condicionado", ou seja, centra a actividade na análise de documentos.
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