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Correio da Manhã

Política
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ISRAEL ENVIA ANTITERRORISTA

Um dos principais responsáveis da luta antiterrorista israelita, Yehuda Yaakov, do Ministério dos Negócios Estrangeiros daquele país, esteve ontem em Lisboa, no Hotel Tivoli, no âmbito da conferência internacional sobre terrorismo.
3 de Setembro de 2003 às 00:00
 Yehuda Yaakov é coordenador da luta antiterrorista dos Negócios Estrangeiros
Yehuda Yaakov é coordenador da luta antiterrorista dos Negócios Estrangeiros
Mas a chegada deste responsável esteve rodeada de discretas mas fortes medidas de segurança, tanto assim que o nome de Yehuda Yaakov nem sequer fazia parte da lista oficial de conferencistas nem de participantes.
Aliás, segunda-feira, no primeiro dia da conferência, o Correio da Manhã já tinha questionado o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Martins da Cruz, do porquê de Israel não se fazer representar na conferência, mas o chefe da diplomacia portuguesa acabou por não dar uma resposta conclusiva. Nem mesmo quando o CM quis saber se Israel tinha sido convidado a participar. Martins da Cruz acabou por dizer: "Seguimos o modelo que foi seguido no ano passado".
Ontem de manhã, no entanto, o segredo estava desvendado com a chegada de Yehuda Yaakov, até porque, como salientaram especialistas de antiterrorismo, "nem fazia sentido organizar uma conferência sobre terrorismo sem Israel estar presente".
No entanto, a segurança no Hotel Tivoli nem sequer era muito visível, uma vez que a conferência decorreu num espaço virado para o átrio do hotel, onde os conferencistas e participantes, inclusive Yehuda Yaakov, se podiam facilmente misturar com outros ocupantes do hotel.
E Israel sabe como ninguém o que é, de facto, o fenómeno terrorista, mas em algumas situações há uma posição crítica em relação à cooperação multilateral, como reportou Yehuda Yaakov: "A nível multilateral há muita discussão sobre o que é o terrorismo, como o devemos combater, que direitos devemos proteger... É esse o problema. Temos que evitar esmiuçar demasiado as questões".
Para o especialista israelita, a preferência da cooperação internacional vai para as relações bilaterais e regionais, onde mais facilmente se poderá encontrar soluções. Elogia, no entanto, conferências como a que decorreu em Lisboa, mas mantém o sentido prático das relações internacionais.
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