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Correio da Manhã

Política
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Jardim: “Portugal é um Estado decadente”

Alberto João Jardim afirmou esta quinta-feira que Portugal é um País "descredibilizado" e criticou o ministro das Finanças e a "pouca-vergonha" do "Estado decadente", que permitiu a realização de um debate parlamentar a 72 horas de umas eleições.
6 de Outubro de 2011 às 21:58
Chefe do PSD/Madeira assegurou que "nunca ninguém o ouviu dizer que era solidário com o governo anterior ou com o actual governo de Portugal"
Chefe do PSD/Madeira assegurou que 'nunca ninguém o ouviu dizer que era solidário com o governo anterior ou com o actual governo de Portugal' FOTO: J. Sousa

"Ainda hoje fez-se a pouca vergonha de um debate na Assembleia da República a 72 horas de eleições na Madeira. É mesmo não ter vergonha na cara. É mesmo um Estado decadente", declarou o cabeça da lista social-democrata às eleições legislativas regionais durante a inauguração de obras de remodelação de uma unidade hoteleira no concelho de Santa Cruz.  

O presidente do governo regional salientou que "nunca em 30 e tal anos de democracia a Assembleia da República se intrometeu numa eleição e, mesmo em várias eleições, teve o cuidado até de suspender trabalhos para não levar o debate eleitoral para dentro da Assembleia da República".  

Em S. Bento decorreu um debate de actualidade requerido pelo PS sobre a situação financeira da Madeira.  

Jardim argumentou que "agora estamos num Estado que tem de estar descredibilizado internacionalmente, em que o Parlamento da República se mete em debates eleitoraleiros e o próprio ministro das Finanças, com a responsabilidade internacional que tem, ele próprio se mete nesse mesmo debate".  

O chefe do PSD/Madeira assegurou que "nunca ninguém o ouviu dizer que era solidário com o governo anterior ou com o actual governo de Portugal". Como disse: "Acho que as coisas iam mal, acho que as coisas continuam mal". 

“ESTOU ARREPENDIDO DE NÃO TER FEITO MAIS DÍVIDA”

O governante madeirense acrescentou que "as estratégias que estão a ser seguidas não vão dinamizar a economia", censurando a "indisciplina do Estado", que não está a controlar a actuação da banca.  

"Entendo que a banca tem de ser disciplinada, porque não vejo a banca aproveitar as oportunidades que a 'troika' oferece a esse sector. Vejo a banca a continuar a recusar o crédito aos investidores, grandes, médios ou pequenos dentro do mercado e não vejo Governo intervir na banca", afirmou. 

Jardim disse ainda que constatava que "a economia não está a reagir", sendo que os bancos "não têm crédito interno para dar a empresas portuguesas, mas anunciam de semanas a semanas alguns investimentos no estrangeiro. Isto é sinal de indisciplina do Estado".  

Depois de constatar que "o Estado está preocupado com a Madeira" comparou que a dívida da região, que tem 2,5 por cento da população de Portugal, é "1,8 por cento da despesa global do Estado português", quantificando a dívida do Estado em 333 mil milhões de euros.  

"Estou arrependido de não ter feito mais dívida, para ficar igual", disse.  

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