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Política
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Jerónimo de Sousa mantém-se disponível para negociar "caso a caso" com o PS. Costa afirma que ninguém fechou portas

Secretário-geral do PS vai agora reunir com o Bloco de Esquerda.
Correio da Manhã 9 de Outubro de 2019 às 18:07
O primeiro-ministro em reunião com o PCP
O primeiro-ministro em reunião com o PCP FOTO: Mariline Alves
Jerónimo de Sousa afirma que se mantém disponível para negociar "caso a caso" com o PS e que o seu compromisso é com os trabalhadores. Costa afirma que ninguém fechou portas e que pretende trabalhar em conjunto com o PCP. 

O secretário-geral do PS defendeu esta quarta-feira que há um quadro político distinto face a 2015, que respeita a opção do PCP de não exigir acordo escrito de Governo e que tratará sem preferências os parceiros de esquerda.

"Respeitamos os partidos que entendem que é útil que haja acordo escrito [Bloco de Esquerda] e também os partidos que entendem que não é útil que haja acordo escrito [PCP]. Não trabalharemos preferencialmente com nenhum dos partidos com quem temos contactos ao longo do dia de hoje", declarou António Costa no final de hora e meia de reunião na sede do PCP.

Antónia Costa congratulou-se por, até agora, nenhuma força política (Livre, PAN, PEV e PCP) "ter fechado a porta" à formação do novo governo socialista, defendeu que "há razões para se encarar com confiança" a próxima legislatura, mas advertiu que o quatro político atual é distinto àquele que se verificava em 2015, quando foi formada a "Geringonça".

Jerónimo reitera independência do PCP e atira ónus da estabilidade a PS 
O secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa, reiterou hoje a independência do PCP e atirou o ónus da estabilidade política, nomeadamente em termos de governação para a próxima legislatura, para as mãos do PS.

O líder do PCP falava aos jornalistas após receber na sede nacional dos comunistas, em Lisboa, uma comitiva socialista, liderada pelo seu homólogo e primeiro-ministro, António Costa, acompanhado pelo presidente e ainda líder parlamentar do PS, Carlos César, da secretária-geral adjunta, Ana Catarina Mendes, e do ainda secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro.

Os socialistas chegaram à rua Soeiro Pereira Gomes pelas 16h07 e abandonaram o edifício às 17h48, dirigindo-se para a sede do BE para outro encontro exploratório, como os anteriores, com "Os Verdes", PAN e Livre. A reunião entre representantes do PS e do PCP durou cerca de hora e meia.

Jerónimo de Sousa voltou a rejeitar a necessidade de haver um documento bilateral escrito de entendimento, justificando a sua existência há quatro anos somente pela insistência do então presidente da República, Cavaco Silva.

Jerónimo de Sousa PCP PS Costa política partidos e movimentos
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