Barra Cofina

Correio da Manhã

Política
2

Jerónimo diz que "todos querem assumir a paternidade" dos passes de transportes mais baratos mas isso é obra da CDU

Secretário-geral comunista diz que "desde 1997 que o PCP e a CDU vinham apresentando esta proposta".
23 de Setembro de 2019 às 12:10
Jerónimo de Sousa
Jerónimo de Sousa
Jerónimo de Sousa
Jerónimo de Sousa
Jerónimo de Sousa
Jerónimo de Sousa
Jerónimo de Sousa
Jerónimo de Sousa
Jerónimo de Sousa
O secretário-geral comunista vincou esta segunda-feira o papel de PCP e "Os Verdes" na redução dos preços dos passes dos transportes públicos, numa sessão pública com trabalhadores das empresas do setor, na estação de comboios de Santa Apolónia, Lisboa.

"Pela nossa iniciativa, conseguimos trazer o PS, na área metropolitana de Lisboa e no Governo, até uma antiga e estruturante proposta do PCP e da CDU: o alargamento do passe social intermodal a toda a área metropolitana, a todos os operadores e a todas as carreiras, com uma significativa redução tarifária", congratulou-se Jerónimo de Sousa.

Segundo o líder comunista, "desde 1997 que o PCP e a CDU vinham apresentando esta proposta, sucessivamente chumbada na Assembleia da República, como por exemplo em 2016, onde PS, PSD e CDS, com a abstenção do BE, a voltaram a chumbar".

"O impacto do alargamento do passe é tão grande que todos procuram agora assumir a sua paternidade. Mas a realidade é que apenas um partido, o PCP, a CDU, colocou no seu programa eleitoral de 2015 a proposta de alargamento do passe social intermodal", sublinhou.

Para Jerónimo de Sousa, "é preciso avançar mais, particularmente no que respeita à oferta [de transportes]".

"E aqui fizeram-se sentir as limitações do atual Governo, a sua submissão aos critérios impostos pela União Europeia, e o alinhamento de sempre do PS com os processos de liberalização", criticou, lamentando a "não contratação de trabalhadores", o "não investimento no material circulante e navegante" e o "não investimento na infraestrutura de transportes".

O secretário-geral do PCP lembrou que Portugal chegou a 2015 "com os transportes públicos profundamente degradados, por ação directa do governo PSD/CDS, que aumentou preços, reduziu a oferta, congelou investimentos, despediu trabalhadores e atacou direitos e remunerações, mas igualmente fruto dos sucessivos processos de liberalização, sucessivamente desenvolvidos por PS, PSD e CDS, em articulação com as políticas impostas a partir da União Europeia".

"Foi a luta dos trabalhadores, a par da iniciativa política da CDU, que permitiu derrotar as ditas inevitabilidades, e salvar empresas, direitos e remunerações. Iniciativa política do PCP e da CDU não apenas na criação de condições para afastar o PSD/CDS do Governo e para a tomada de posse de um Governo minoritário do PS, mas, igualmente, iniciativa política em torno de cada aspiração concreta", afirmou, louvando o trabalho dos deputados da CDU no parlamento.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)