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Correio da Manhã

Política
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Jerónimo fixa quatro siglas a combater na campanha

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, conduziu neste sábadp uma marcha de vários milhares de apoiantes da CDU pelo Porto no arranque oficial da campanha comunista e fixou as quatro siglas a combater: PS, PSD, CDS-PP e FMI.
21 de Maio de 2011 às 20:19
Jerónimo de Sousa marcou quem são os adversários da CDU nesta campanha, afirmando que os partidos do "arco da governação" têm no fundo o mesmo programa
Jerónimo de Sousa marcou quem são os adversários da CDU nesta campanha, afirmando que os partidos do 'arco da governação' têm no fundo o mesmo programa FOTO: Rui Minderico/A-gosto.com

Com a polícia a indicar cerca de duas mil pessoas e a organização do partido a arredondar para cinco mil, a marcha entre a Cordoaria e a Ribeira foi a primeira grande iniciativa da campanha para as legislativas de 5 de junho, cujo começo oficial a CDU antecipou em um dia.  

Num comício junto à base da ponte Luís I, na Ribeira, Jerónimo de Sousa marcou quem são os adversários da CDU nesta campanha, afirmando que os partidos do "arco da governação" têm no fundo o mesmo programa.  

"Nós vemo-los dissertando acerca dos seus programas mas isto é um exercício de faz de conta: vemo-los em locuções repolhudas a realçar as suas pequenas diferenças, vemo-los a dar lustro aos ornatos, a disfarçar a identidade das suas políticas", apontou.  

A alternância entre PS e PSD não se aplica nestas eleições, disse o secretário-geral do PCP, afirmando que ambos têm "medo da luta dos trabalhadores e má consciência" por causa do que se preparam para fazer.  

PS, PSD e CDS-PP "até já estão a juntar-se os três para salvar a política de direita, para poderem carregar no povo e continuarem a sua obra de destruição", declarou.  

Jerónimo de Sousa afirmou que "de facto, o programa de cada um é o programa comum e único que assumiram: o programa ditado pela 'troika' de ingerência do FMI, do diretório das grandes potências da União Europeia".  

Para a CDU, não basta dizer que "era preciso vir dinheiro para Portugal"  e Jerónimo de Sousa quer que se façam perguntas: "Para onde é que foi o dinheiro durante anos? Para onde foram mais de 50 mil milhões de fundos comunitários? E 35 mil milhões de privatizações?".  

O secretário-geral comunista afirma ter a resposta: "Está concentrado nas mãos de banqueiros, dos grandes grupos económicos, dos amigos, dos compadres". 

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