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Correio da Manhã

Política
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João Guerra foge às imagens

A audição do procurador do Ministério Público, João Guerra, na comissão de inquérito parlamentar sobre o ‘Envelope 9’ ficou ontem marcada pelo pedido do magistrado aos deputados para que não houvesse qualquer recolha de imagens.
14 de Março de 2007 às 00:00
João Guerra não quer ser reconhecido publicamente
João Guerra não quer ser reconhecido publicamente FOTO: João Miguel Rodrigues
Cinco minutos após a chegada de João Guerra, o deputado Vera Jardim fez saber à Comunicação Social que, “por razões de segurança e pelo cargo que ocupa”, a recolha de imagens de João Guerra não estava autorizada.
O procurador chegou acompanhado de três agentes de autoridade, ao serviço do Ministério Público e da Assembleia da República, procurando esconder o rosto e entrando de seguida numa das salas de comissões parlamentares da Assembleia da República às 16h36, uma hora antes do que estava previsto.
A audição decorreu à porta fechada durante cerca de duas horas, mas, segundo apurou o CM junto de fonte parlamentar, a reunião foi “pouco produtiva”. À saída João Guerra não manifestou interesse em prestar declarações, assim como os restantes presentes na audição. Em simultâneo à audição de João Guerra decorria a reunião do procurador-geral da República (PGR), para onde foram recrutados deputados que estavam a ouvir João Guerra na comissão de inquérito parlamentar sobre o ‘Envelope 9’. Com esta iniciativa terminaram as audições deste caso.
O prazo da comissão de inquérito termina no próximo dia 22.
O chamado ‘Envelope 9’ anexo ao processo Casa Pia consiste em disquetes disponibilizadas pela PT em 2003 com facturação detalhada do então deputado socialista Paulo Pedroso e de outros titulares de órgãos de soberania sem relação com a investigação.
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