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Correio da Manhã

Política
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JORGE LACÃO EXPLICA PRESSÕES

Os socialistas procuram reagir às declarações do procurador-geral da República sobre o seu entendimento do caso Paulo Pedroso e a compreensão manifestada pelas interpretações do juiz Rui Teixeira e do magistrado do Ministério Público, João Guerra, sobre as alegadas presssões sobre o processo de pedofilia, nas horas que se sucederam ao pedido de levantamento de imunidade do deputado.
8 de Julho de 2003 às 00:00
Souto Moura referiu no dia 5 de Julho que se não tivesse sido levantada a imunidade de Pedroso, o interrogatório não teria validade e que compreendia a interpretação dos magistrados sobre os telefonemas feitos para agilizar o processo. Surpreendidos por estas declarações, os socialistas procuram reagir e hoje mesmo terá lugar uma declaração, num registo de testemunho pessoal, do deputado Jorge Lacão sobre os acontecimentos de dia 21 de Maio.
O maior partido da oposição não quer deixar em branco as palavras do PGR, sobretudo, porque Pedroso manifestou, antes de se dirigir para o Tribunal de Instrução Criminal, que, caso não fosse levantada a sua imunidade parlamentar, ele próprio suspenderia o seu mandato. Tudo para evitar que se “inquinasse o processo”, referiu ao CM um dirigente do PS. Ora, se a suspensão de mandato de deputado fosse necessária, Pedroso seria um cidadão comum, disponível para responder ao processo e nenhuma diligência judicial estaria em causa pelo facto de ele ser deputado. Este é o entendimento de alguns socialistas. Os mesmos dirigentes defendem que o PS não pretende criar querelas, muito menos com a Justiça.
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