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José Luís Carneiro diz que um Governo de bloco central "não é saudável para a democracia"

Candidato a secretário-geral do PS invoca "fatores de equilíbrio político" para rejeitar coligação com o PSD.
Correio da Manhã 30 de Novembro de 2023 às 22:05
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José Luís Carneiro diz que um Governo de Bloco Central "não é saudável para a democracia"
José Luís Carneiro disse esta quinta-feira que um Governo de bloco central "não é saudável para a democracia". Numa entrevista concedida à CMTV, o candidato a secretário-geral do PS rejeitou a hipótese de governar em coligação com o PSD "por fatores de equilíbrio político".

"Espero capacidade de diálogo da parte de Luís Montenegro", apontou, vincando o "espaço de convergência com o grande centro político" e argumentando que a "aliança contranatura" do PSD com o Chega nos Açores "prejudicou Rui Rio", ex-presidente social-democrata.

Questionado sobre as hipóteses de entendimento à esquerda, José Luís Carneiro disse equacionar um projeto de Governo que salvaguarde "o papel de Portugal na União Europeia e na NATO", reconhecendo possíveis aproximações em matérias sociais.

O socialista confia no "eleitorado de centro" para lhe dar a vitória caso concorra a primeiro-ministro. "Há uma vontade da comunidade nacional de encontrar uma candidatura de estabilidade e previsibilidade", assinalou. Caso vença as eleições diretas no PS, o candidato quer discutir na próxima legislatura um referendo à regionalização e promover a reforma do sistema eleitoral.

José Luís Carneiro diz-se "orgulhoso de ter feito parte do Governo" chefiado por António Costa. "A minha candidatura dá continuidade às boas políticas. O meu discurso não é orientado pelo primeiro-ministro", asseverou.

Sobre a candidatura de Pedro Nuno Santos, "preparada há muito tempo", o atual ministro da Administração Interna sublinhou que o adversário "propõe que o Estado fique com a maioria do capital da TAP e que as contas certas não devem ser um princípio". Em contraponto, José Luís Carneiro defendeu "a redução da dívida pública e a garantia de superávits".

As eleições diretas internas para a sucessão de António Costa estão marcadas para 15 e 16 de dezembro. O Congresso do PS está agendado para o período entre 5 e 7 de janeiro.
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