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Correio da Manhã

Política
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José Manuel Coelho distribui sacos azuis em Gondomar

José Manuel Coelho esteve esta terça-feira em Gondomar a distribuir sacos de plástico azuis com batatas, numa acção "simbólica" que visou alertar a população local para a necessidade de Portugal ser um país "livre de corrupção". Segundo o candidato presidencial, tratavam-se de "sacos azuis de Felgueiras" para os "amigos de Gondomar", uma cidade onde "é hábito ganharem-se eleições oferecendo-se brindes".
18 de Janeiro de 2011 às 14:19
O candidato presidencial José Manuel Coelho aproveitou para criticar também o actual presidente
O candidato presidencial José Manuel Coelho aproveitou para criticar também o actual presidente FOTO: Lusa/Manuel de Almeida

José Manuel Coelho disse não ter ido a Gondomar para ser recebido pelo autarca Valentim Loureiro, mas antes para "falar com o povo anónimo". Sublinhou também não ter intenções de “cumprimentar as pessoas que estão comprometidas com a corrupção neste país".

O candidato presidencial afirmou lutar "não contra o Valentim Loureiro de Gondomar, mas contra os ‘Valentins’ Loureiros deste país, o que ele representa",  considerando-o "um artista à portuguesa". Apontou também como “artistas” Dias Loureiro, Oliveira e Costa, Alberto João Jardim e Jaime Ramos com quem Cavaco Silva "consegue enganar os portugueses", afirmou.

O madeirense distribuiu sacos azuis com batatas recordando que, tal como os nomes referidos, há em Gondomar "um senhor, que teve uma história curiosa". Em 1972, disse, esse senhor, cuja identidade nunca apontou directamente,  "estava em Luanda e era encarregado da manutenção militar".

Esse senhor, "muito conhecido de cá, dava como recebida a batata sem ela sair de Lisboa", contou.

"O nosso amigo foi agarrado e para evitar ir preso deu baixa como doente e vai como doente para o hospital militar em Lisboa. Como a candonga era feita por uma série de corruptos, chegou ao hospital e é dado como incapaz e dá baixa do Exército", descreveu.

"UM PRESIDENTE VEM PARA SERVIR O PAÍS E NÃO PARA SER SERVIDO" 

José Manuel Coelho citou o antigo presidente norte-americano Jonh Kennedy para afirmar estar em campanha a lutar pelo país.

"Tenho o lema de Jonh Kennedy, não me perguntem o que é que o país me vai dar, mas aquilo que posso fazer pelo país. Um presidente vem para servir o país e não para ser servido, encher os bolsos", concluiu.

Questionado qual seria a sua primeira medida se fosse eleito Presidente da República, José Manuel Coelho respondeu: "Intervir, o que o doutor Cavaco não tem feito. O Governo anda praticamente de rédea solta e o Presidente abdicou de intervir com o seu poder moderador", frisou.

O Presidente da República, disse, "tem poder de dar mensagens à Assembleia  da República, pode dirigir mensagens no sentido das leis elaboradas favorecerem o povo" e "vetar documentos, mandá-los para trás".

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