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JPP quer ouvir Luís Neves, Rui Pinto, António Costa e Carlos Alexandre na CPI

Filipe Sousa propõe chamar a depor a figura central deste inquérito, Luís Neves, mas mais para a frente, "para confronto com a documentação e os depoimentos recolhidos".

24 de outubro de 2026 às 22:23

O JPP quer ouvir na comissão de inquérito aos mandatos de Luís Neves à frente da Polícia Judiciária o agora ministro da Administração Interna, o 'hacker' Rui Pinto, o antigo primeiro-ministro António Costa e o juiz Carlos Alexandre.

De acordo com o requerimento enviado hoje à comissão, ao qual a agência Lusa teve acesso, o deputado único do JPP quer que o 'hacker' Rui Pinto seja a primeira pessoa a ser ouvida, com caráter prioritário, "sobre os contactos com a direção da PJ e os circuitos de acesso, conservação e utilização de informação de que tenha conhecimento".

Filipe Sousa propõe chamar a depor a figura central deste inquérito, Luís Neves, mas mais para a frente, "para confronto com a documentação e os depoimentos recolhidos".

O juiz Carlos Alexandre, o antigo primeiro-ministro António Costa, o então chefe de gabinete Vítor Escária, a ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, e a antecessora Catarina Sarmento e Castro também constam da lista, assim como responsáveis do Serviço de Informações de Segurança (SIS), do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP) e do Conselho de Fiscalização do SIRP.

O deputado madeirense quer ouvir igualmente o atual diretor nacional da Polícia Judiciária, Carlos Cabreiro, o empreiteiro João dos Santos Carvalho, da Construbarcelos, empresa que realizou obras numa propriedade de Luís Neves e guardou o atrelado com químicos apreendidos na operação Pacoba, as jornalistas Sandra Felgueiras e Felícia Cabrita, e o diretor de serviços de gestão financeira e patrimonial, Álvaro Pires, entre outros.

A comissão parlamentar de inquérito para "avaliação da intervenção de Luís Neves enquanto diretor da PJ durante todos os seus mandatos (2018-2026) e eventual responsabilidade de membros do Governo que o nomearam e tutelaram" tomou posse na semana passada.

As próximas reuniões estão agendadas para segunda-feira (de mesa e coordenadores) e para terça-feira (reunião ordinária), duas horas antes do arranque da discussão na generalidade do Orçamento do Estado para 2027. O líder do Chega, André Ventura, preside a este inquérito.

Este inquérito foi forçado pelo Chega na sequência das polémicas que vieram a público nos últimos meses envolvendo Luís Neves, relacionadas com obras numa propriedade do agora ministro feitas por uma empresa que celebrou contratos com a PJ, ou o atrelado com químicos apreendidos numa operação que ficou guardado nas instalações dessa empresa.

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