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Correio da Manhã

Política
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Juiz adverte Fátima

Fátima Felgueiras foi advertida solenemente pelo juiz que preside ao seu julgamento por ter afirmado que a investigação da PJ de Braga aos alegados crimes de corrupção na Câmara Municipal de Felgueiras, “foi uma porcaria”.
30 de Março de 2007 às 00:00
A presidente da Câmara optou por um tom desafiador no julgamento
A presidente da Câmara optou por um tom desafiador no julgamento FOTO: António Rilo
O incidente processual, que marcou a última audiência antes das férias pascais, levou o presidente do Tribunal Colectivo, juiz José Castro, a comunicar-lhe que não admitiria o tipo de linguagem utilizada em relação à PJ e que esta instituição a poderá até processar.
“Se fosse à senhora seria mais comedida nas palavras, comentários e adjectivação em relação à investigação criminal da Polícia Judiciária”, aconselhou o juiz.
“O inspector poderá mover-lhe um processo por difamação, no final deste julgamento”, alvitrou o juiz presidente, desagradado com o facto de a arguida admitir a existência de “uma certa intimidação aos funcionários autárquicos durante a investigação”.
Fátima Felgueiras tem adoptado uma postura agressiva não só contra os dois co-arguidos que a denunciaram à Polícia Judiciária como também com o procurador do Ministério Público, João Pinto Bronze, que acusa de ter “andado a formatar uma história”.
Assumindo máxima de que a melhor defesa é o ataque, a autarca de Felgueiras tem vindo a desancar contra os seus antigos colaboradores, Horácio Costa e Joaquim Freitas, dando a entender que ambos teriam extorquido dinheiro a empresários do concelho. No que diz respeito aos 23 crimes de que é acusada de ter cometido, a presidente da Câmara insiste na sua “completa inocência”.
A próxima audiência está marcada para 11 de Abril e decorrerá também no salão nobre dos Bombeiros Voluntários de Felgueiras.
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