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Correio da Manhã

Política
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Juncker arrisca-se a ter de esticar mandato na Comissão Europeia

Ascensão de eurocéticos torna mais difícil conseguir acordo no Parlamento Europeu.
Wilson Ledo 5 de Maio de 2019 às 09:47
Jean-Claude Juncker (à esquerda) com o comissário europeu Carlos Moedas, que representa Portugal
Jean Claude Juncker
Jean-Claude Juncker
Jean-Claude Juncker (à esquerda) com o comissário europeu Carlos Moedas, que representa Portugal
Jean Claude Juncker
Jean-Claude Juncker
Jean-Claude Juncker (à esquerda) com o comissário europeu Carlos Moedas, que representa Portugal
Jean Claude Juncker
Jean-Claude Juncker
O resultado imprevisível das eleições europeias, com a ascensão de forças eurocéticas, poderá fazer com que a atual Comissão Europeia liderada por Jean-Claude Juncker se mantenha em funções para lá do prazo previsto.
A Comissão Juncker tem 31 de outubro como data final do mandato.

Um novo equilíbrio nas forças no Parlamento Europeu, onde até agora as duas maiores famílias políticas têm maioria, deverá dificultar a nomeação do novo executivo comunitário.

O cenário tem sido abordado em Bruxelas e é admitido também pelo comissário português Carlos Moedas. "Um novo parlamento com mais populistas, com mais extremistas, pode criar uma situação em que as maiorias são difíceis de se formar", disse à Lusa.

O comissário europeu explica que a equipa de Juncker reconhece essa "probabilidade" mas que não está "de maneira nenhuma" a preparar-se para esse prolongamento de funções.

Os tratados europeus determinam que a Comissão Europeia permanece em funções até ser substituída. Foi o que aconteceu, por exemplo, em 2004, antes do primeiro mandato de Durão Barroso.

As sondagens apontam para que as duas maiores famílias políticas – o Partido Popular Europeu e os Socialistas Europeus – deixem de ter a maioria no Parlamento Europeu, órgão responsável por aprovar a formação da Comissão Europeia.

Outro dos argumentos que poderá ditar este atraso na saída da equipa de Juncker é o Brexit, cuja nova data-limite é 31 de outubro. Se a nova Comissão Europeia entrasse em funções a 1 de novembro, como previsto, seria confrontada com uma fase de profundas mudanças no seio das instituições europeias.

As eleições europeias decorrem entre 23 e 26 de maio. Os portugueses vão às urnas no último dia.

Polémicas internas tiram atenção às questões europeias
Em Portugal, o período de pré-campanha para as europeias tem sido marcado pelas polémicas internas, com trocas de acusações entre os partidos sobre questões como as relações familiares.

Agora, a ameaça de demissão do Governo feita por António Costa promete marcar ainda mais o caráter interno deste período de campanha. Uma sondagem da Eurosondagem divulgada este sábado mostrava que os socialistas seguem na frente nas intenções de voto para as eleições para o Parlamento Europeu.
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